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Morreu o escritor brasileiro Rubem Fonseca
Cultura 2 min. 15.04.2020

Morreu o escritor brasileiro Rubem Fonseca

Morreu o escritor brasileiro Rubem Fonseca

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Cultura 2 min. 15.04.2020

Morreu o escritor brasileiro Rubem Fonseca

Prémio Camões em 2003 era por muitos considerado o maior contista brasileiro da segunda metade do século XX

A um mês de completar 95 anos, o aclamado escritor brasileiro Rubem Fonseca morreu, esta quarta-feira à tarde, na sequência de um enfarte. Estava no seu apartamento, no Rio de Janeiro, quando, por volta da hora do almoço, foi levado para o hospital pela sua filha escritora e guionista Bia Corrêa do Lago. 

De acordo com um parente próximo, citado pelo jornal O Globo, não foi possível reanimá-lo. Porém, José Rubem, como era tratado pelos mais íntimos, "não sofreu nada. Simplesmente, apagou como um passarinho".

Considerado por muitos como "o maior contista brasileiro da segunda metade do século XX", Rubem Fonseca é autor de livros como "Feliz ano novo" (1976), "A coleira do cão" (1963) e "O cobrador" (1979).

Foi distinguido com o Prémio Camões, em 2003 e considerado criador de uma nova era de ficção nacional que, segundo o jornal A Folha de São Paulo, depois dele "se tornaria mais urbana". 

Recusava entrevistas e mantinha-se longe dos holofotes da vida pública. A linguagem das suas obras literárias caracteriza-se por ter "língua afiada e pela violência". 

Estreou-se como autor publicado em 1963, com a coletânea de contos "Os Prisioneiros". Um estilo conotado como "brutalista", os seus livros foram marcados “pela linguagem afiada e pela violência”, como descreve o jornal Folha de S. Paulo. Prosseguiu nos primeiros anos da sua carreira literária como contista. Seguiram-se A coleira do cão, Lúcia McCartney e, em 1973, O Caso Morel, o primeiro romance do escritor.

Estreou-se como autor publicado em 1963, com a coletânea de contos Os Prisioneiros. Detentor de um estilo bruto, os seus livros foram marcados “pela linguagem afiada e pela violência”, como descreve  jornal Folha de S. Paulo. Prosseguiu nos primeiros anos da sua carreira literária como contista. Seguiram-se A coleira do cão, Lúcia McCartney e, em 1973, O Caso Morel, o primeiro romance do escritor.

"Carne crua", o seu mais recente livro de contos inéditos, foi editado em 2018. E, apesar da idade, Rubem Fonseca continuou a sua obra literária a um ritmo raro. Segundo o jornal O Globo, nos últimos dez anos, lançou cinco livros: um romance ("José", de 2011) e quatro de contos: "Axilas e outras histórias indecorosas", "Amálgama", "Histórias curtas", "Calibre" e o derradeiro, "Carne crua", que chegou às livrarias há dois anos.

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