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Milionário queima obra de Frida Khalo. Investigação em curso
Cultura 2 min. 28.09.2022
Crime

Milionário queima obra de Frida Khalo. Investigação em curso

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Milionário queima obra de Frida Khalo. Investigação em curso

Cultura 2 min. 28.09.2022
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Milionário queima obra de Frida Khalo. Investigação em curso

Redação
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A obra "Fantasmas Sinistros" é avaliada em 10 milhões de euros e fazia parte do diário pessoal da pintora.

O Instituto Nacional de Belas Artes e Literatura (INBAL) do México avançou que está a investigar a alegada destruição de uma obra original da pintora mexicana Frida Kahlo (1907-1954).

O INBAL afirmou estar a recolher "toda a informação necessária para estabelecer com certeza" o que sucedeu e salientou também que existe um decreto que declara todo o trabalho da artista mexicana como monumento artístico.

De acordo com várias publicações, a obra, "Sinister Ghosts" (1944) ("Fantasmas Sinistros", em português), avaliada em dez milhões de dólares (cerca de 10,4 milhões de euros) foi queimada pelo empresário Martin Mobarak, que justificou a ação como um processo para converter a obra em 10.000 NFTs (non-fungible token), um registo único digital inserido numa cadeia de 'blockchain', o sistema usado para as criptomoedas.

Foto: Twitter

A alegada incineração da obra de arte teve lugar a 30 de julho em Miami, nos Estados Unidos. Entre as instituições que vão beneficiar desta ação estão a Casa Museo Frida Kahlo, o Palácio de Belas Artes e a Escola Nacional de Artes Plásticas, indicou o empresário.

Num vídeo publicado nas redes sociais, Mobarak pode ser visto a retirar o desenho e a queimá-lo sobre um copo de gelo seco. 

De acordo com os meios de comunicação internacionais, Mobarak tinha comprado a pintura de 15 por 23,5 centímetros em 2015. O desenho original fazia de um diário pessoal de Kahlo (1907-1954), considerada a pintora "mais cara" da América Latina. 

O Instituo mexicano negou que qualquer das suas instituições, como o Palácio de Belas Artes ou o Museu do Palácio, irá receber qualquer doação do colecionador, ao contrário do que este afirmara publicamente, de acordo com um comunicado. 

E lembrou ainda que o Banco do México é administrador fiduciário da Casa-Museu Diego Rivera e Frida Kahlo, "na sua qualidade de detentor dos direitos patrimoniais das obras". Por outro lado, assinalou que, até à data, "não recebeu um pedido e não emitiu autorização para reproduzir a obra em questão" e sublinhou que, no México, "a destruição deliberada de um monumento artístico constitui um crime nos termos da Lei Federal sobre Monumentos e Zonas Arqueológicas, Artísticas e Históricas".

(Com agências)

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