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Menos mulheres à frente dos filmes mais lucrativos nos EUA

Menos mulheres à frente dos filmes mais lucrativos nos EUA

Foto: DR
Cultura 05.01.2019

Menos mulheres à frente dos filmes mais lucrativos nos EUA

Em 2018 - um ano depois de ter surgido o movimento #Metoo e houve uma maior consciencialização sobre desigualdade de género no cinema -, as mulheres representaram 20% dos que trabalharam em produção, realização, escrita, edição ou direção de fotografia dos 250 filmes mais lucrativos da indústria norte-americana.

O número de mulheres a trabalhar na indústria cinematográfica nos Estados Unidos aumentou 2% em 2018, mas houve menos realizadoras entre os filmes mais lucrativos, segundo um estudo norte-americano divulgado esta semana.

Em 2018 - um ano depois de ter surgido o movimento #Metoo e houve uma maior consciencialização sobre desigualdade de género no cinema -, as mulheres representaram 20% dos que trabalharam em produção, realização, escrita, edição ou direção de fotografia dos 250 filmes mais lucrativos da indústria norte-americana.

Esse valor representa um aumento de 2% comparado com o ano anterior, segundo um estudo do Centro para as Mulheres em Televisão e Cinema, da Universidade de San Diego, tendo por base uma amostra de 3.076 pessoas que trabalharam nessas 250 produções com mais receita de bilheteira.

No entanto, a percentagem de realizadoras nessa tabela dos 250 filmes mais lucrativos desceu de 11% em 2017 para 8% em 2018.

Citada pela Associated Press, a investigadora Martha Lauzen, diretora daquele centro de investigação, considerou que o estudo demonstra uma "resistência da indústria" cinematográfica em mudar comportamentos em relação à desigualdade de género, ao contrário do que vaticinaram "muitos especialistas do setor ao longo do último ano".

Apenas 1% dos filmes contou com dez ou mais mulheres nas áreas de escrita, produção e direção, refere o estudo.

Nos Estados Unidos, o filme mais lucrativo em 2018 foi "Black Panther", de Ryan Coogler, com direção de fotografia de Rachel Morrison, com 613 milhões de euros de receita de bilheteira.

Com Lusa

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