Marco Godinho participa na Bienal de Lyon dedicada à modernidade

Marco Godinho
Marco Godinho
Foto:Guy Jallay

O artista plástico português residente no Luxemburgo Marco Godinho vai participar na Bienal de Lyon, em França, a partir de setembro, numa 14.ª edição inspirada na modernidade. O evento conta com artistas de 23 países, como a norte-americana Laurie Anderson.

De acordo com o sítio 'online' do certame de arte contemporânea, a bienal irá decorrer entre 20 de setembro de 2017 e 7 de janeiro de 2018 em três espaços culturais de Lyon, com o título "Floating Worlds" e tendo como curadora Emma Lavigne, diretora do Centro Pompidou-Metz, em Paris.

Entre os artistas de 23 países foram convidados os portugueses Marco Godinho, que vive e trabalha entre Luxemburgo e Paris, e Davide Balula, que vive e trabalha entre Paris e Nova Iorque.

Também foi convidado o artista mexicano Hector Zamora, que vive e trabalha em Portugal, tendo apresentado recentemente uma instalação no Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), em Lisboa, que envolvia a destruição de embarcações de pesca antigas em protesto contra as quotas de pesca.

Também há artistas brasileiros convidados: Cildo Meireles e Ernesto Neto, dois artistas residentes no Rio de Janeiro.

Entre outros artistas convidados está o realizador tailandês Apichatpong Weerasethakul, vencedor da Palma de Ouro de Cannes, em 2010, com o filme "O Tio Boome Que Se Lembra das Suas Vidas Passadas".

Weerasethakul esteve em Lisboa no ano passado para apresentar, com o realizador português Joaquim Sapinho, uma instalação artística sobre luz e destruição no MAAT, com imagens em vídeo.

Os dois cineastas conceberam a instalação artística especificamente para o museu em Belém, intitulada "Liquid Skin".

Apichatpong Weerasethakul esteve em Portugal também para apresentar um ciclo dos seus filmes, e estrear, no Teatro São Luiz, "Fever Room", considerado pela crítica como um dos melhores espetáculos de 2016.

A Bienal de Lyon volta a explorar o diferendo entre a arte antiga e moderna, que vem do século XVII, e que muitos especialistas na área consideram que nunca foi resolvida.

"A bienal explora a persistência da sensibilidade moderna em relação ao movimento e a dissolução das formas numa paisagem móvel e atmosférica que se reconstrói constantemente", segundo um texto da organização sobre a próxima edição.

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