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Luxemburgo apoia mostra de cinema alemão em Portugal
Cultura 4 min. 01.02.2017 Do nosso arquivo online

Luxemburgo apoia mostra de cinema alemão em Portugal

"Die dunkle Seite des Mondes" (O lado obscuro da lua), o segundo filme do realizador germânico Stephan Rick, é uma adaptação do romance de Martin Suter, e é uma coprodução germano-luxemburguesa, com o apoio do Film Fund Luxembourg

Luxemburgo apoia mostra de cinema alemão em Portugal

"Die dunkle Seite des Mondes" (O lado obscuro da lua), o segundo filme do realizador germânico Stephan Rick, é uma adaptação do romance de Martin Suter, e é uma coprodução germano-luxemburguesa, com o apoio do Film Fund Luxembourg
Cultura 4 min. 01.02.2017 Do nosso arquivo online

Luxemburgo apoia mostra de cinema alemão em Portugal

A Embaixada do Luxemburgo em Lisboa volta a apoiar a Kino – Mostra de Cinema de Expressão Alemã em Portugal. A 14ª edição da Mostra, apresenta em Lisboa, Porto e Coimbra, ente 19 de janeiro e 3 de fevereiro, as novíssimas produções cinematográficas da Alemanha, Áustria, Suíça e Luxemburgo.

A Embaixada do Luxemburgo em Lisboa volta a apoiar a Kino – Mostra de Cinema de Expressão Alemã em Portugal. A 14ª edição da Mostra, organizada pelo Goethe Institut Portugal, apresenta em Lisboa, Porto e Coimbra, ente 19 de janeiro e 3 de fevereiro, as novíssimas produções cinematográficas da Alemanha, Áustria, Suíça e Luxemburgo.

Este ano, o Luxemburgo decidiu apoiar a apresentação de “Die dunkle Seite des Mondes” (O lado obscuro da lua), o segundo filme do realizador germânico Stephan Rick. A adaptação do romance de Martin Suter já tinha contado com o apoio do Film Fund Luxembourg para a sua produção cinematográfica.

“Todos os anos damos o nosso apoio a este evento cinematográfico. A cada ano apoiamos um filme que tenha sido produzido no Luxemburgo ou com o apoio do Luxemburgo. Em parceria com o Goethe discutimos qual o filme mais indicado a ser apoiado e, depois, tratamos de conseguir os direitos de exibição para que o filme possa ser apresentado em Portugal”,  esclarece o conselheiro da Embaixada do Luxemburgo em Portugal, Christophe Schoentgen.

O conselheiro adianta que “a Embaixada procura criar as condições para que os artistas luxemburgueses possam apresentar-se me Portugal, e, assim, dar a conhecer a cena cultural luxemburguesa aos portugueses, que formam um público muito interessado sobre tudo o que é cultura.”

Banda de jazz luxemburguesa vai atuar em Lisboa

Sobre as futuras iniciativas culturais a serem apoiadas pela Embaixada do Luxemburgo, Christophe Schoentgen revela: “Em junho ou julho, apesar de ainda não termos identificado o grupo, vamos ter uma formação do Luxemburgo a participar no Festival de Jazz do Goethe, em Lisboa. O Festival acontece todos os anos e é uma referência em Lisboa.” 

Schoentgen adianta ainda que, no âmbito da festa nacional do Luxemburgo (23 de junho) também contam levar a Portugal músicos que se irão apresentar em concerto.

“Também tentamos organizar iniciativas com pintores ou fotógrafos. Tal como em anos anteriores, este ano vamos tentar encontrar artistas que possam vir mostrar as cores do Luxemburgo, mostrar um pouco daquilo que o Luxemburgo tem ao nível cultural”, acrescentou Christophe Schoentgen.

Entretanto, no quadro da Festa da Francofonia 2017, entre 10 e 26 de março, o Luxemburgo já garantiu o apoio à apresentação de três curtas-metragens que são coproduções com verbas luxemburguesas: “M. Hublot”, “Emilie” e “The night light Monster”.

“A Embaixada conta com o apoio de Music LX, da Direção dos Assuntos Culturais Internacionais do Ministério dos Negócios Estrangeiros e do Ministério da Cultura luxemburgueses no quadro da organização de eventos culturais em Portugal”, explica ainda Schoentgen.

No programa da KINO 2017, a abrangência e diversidade da colaboração internacional tem reflexo nas secções Mostra Principal, KINOdoc e Curtas. Além destas secções, existe ainda a Mostra para Escolas, um programa especial, de grande diversidade, dirigido ao público mais jovem de KINO.

“Em primeiro lugar, tentamos trazer até Portugal os sucessos dos mais recentes festivais de cinema e, com eles, os nomes mais consagrados do cinema independente alemão. A Berlinale, o DokLeipzig e o Festival de Curtas Metragens de Oberhausen são algumas das principais fontes, mas também procuramos dar destaque aos festivais mais pequenos, como é o caso do Festival Internacional de Cinema de Hof. Para além dos nomes consagrados, a KINO procura também dar a conhecer o trabalho dos cineastas mais jovens e ainda desconhecidos do grande público. Nesse sentido, foi criada, em 2016, a secção Novas Perspetivas, onde é possível não só descobrir as diferentes abordagens estilísticas dos jovens realizadores, mas também os seus pontos de vista específicos. Os diferentes pontos de vista acabam, assim, por ser também um critério de seleção do programa, na medida em que a KINO procura abordar temas relevantes para a sociedade e, sempre que possível, estabelecer uma ponte para Portugal. Ou seja, procuramos filmes que sejam tematicamente relevantes tanto para Portugal como para os países de língua alemã,” esclarece a responsável pela organização do festival desde 2016, Corinna Lawrenz, na página internet da Kino.

Um dos destaques da edição de 2017 da Kino aconteceu na sessão de abertura, com a estreia em Portugal de “Grüße aus Fukushima” (Fukushima, meu amor), da realizadora Doris Dörrie, que esteve presente no cinema São Jorge. O outro destaque foi a apresentação, na sessão de encerramento da Kino em Lisboa, de Vor der Morgenröte (Stefan Zweig – Adeus, Europa), da realizadora e atriz Maria Schrader, que também marcou presença no São Jorge.

A Kino 2017 decorreu em Lisboa e no Porto, no final de janeiro. Ainda é possível ver filmes no âmbito deste certame em Coimbra, no Teatro Académico Gil Vicente, de 1 a 3 de fevereiro.

Luís Guita

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