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Le sens de la fête: O dia mais feliz... na cozinha
Quando as coisas correm mal na cozinha o casamento será feliz?

Le sens de la fête: O dia mais feliz... na cozinha

Quando as coisas correm mal na cozinha o casamento será feliz?
Cultura 2 min. 11.10.2017

Le sens de la fête: O dia mais feliz... na cozinha

É dia de casamento. Mais propriamente noite de casamento com tudo aquilo que este tipo de festas implicam. Nós, os espetadores, seguimos os protagonistas, que são vários, entre os quais um cozinheiro, um fotógrafo, um cantor, vários empregados da copa e empregados de mesa.

É dia de casamento. Mais propriamente noite de casamento com tudo aquilo que este tipo de festas implicam. Nós, os espetadores, seguimos os protagonistas, que são vários, entre os quais um cozinheiro, um fotógrafo, um cantor, vários empregados da copa e empregados de mesa.

Uma festa de casamento é sempre apaixonante como pano de fundo para um filme. Neste caso, “Le sens de la fête” é extremamente ambicioso: o filme revela desde o início que quer mostrar, nada mais nada menos, do que toda a sociedade francesa da atualidade. E tudo isto em tons de comédia.

À medida que descobrimos as personagens uma coisa é certa: os responsáveis de casting tiveram pontaria; os atores foram muito bem escolhidos e adaptam-se perfeitamente aos seus papéis.

Jean-Pierre Bacri é excelente (como sempre) mas parece que desempenha sempre o mesmo papel. Gilles Lelouche é o machista vaidoso, uma etiqueta que já se lhe colou há bastante tempo. Jean-Paul Rouve é o piroso de serviço enquanto que Vincent Macaigne foi escolhido, sem surpresa, para ser um depressivo apaixonado. Com tantos estereótipos de atores fica a impressão de que “Le sens de la fête” pretende ser uma espécie de “best of” do cinema francês.

Os diálogos são, por vezes interessantes, é assim no que respeita às tiradas sobre o mundo do trabalho, mas o filme despenha-se pela ribanceira das piadas fáceis e o humor mostra-se repetitivo e sem criatividade.

As tensões na equipa da personagem interpretada por Bacri acabam por aborrecer (na verdade o público chega a um ponto em que se está completamente a marimbar para o que possa acontecer) e é pena que os convidados não tenham mais espaço no argumento.

Os criadores de “Le sens de la fête” decidiram, erradamente, que os convivas seriam apenas figurantes silenciosos o que – todos sabemos – é totalmente irreal no contexto de uma festa de casamento.

A realização é correta mas não esconde que os argumentistas, que são também realizadores, optaram por uma abordagem extremamente clássica. A história nunca surpreende e demora bastante a fazer rir o público.

Os realizadores tratam bem as personagens, tentam criar empatia mas com tanta bondade acabam por perder o sentido de humor e um bocadinho de maldade que faria muito bem a este filme.

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“Le sens de la fête” de Eric Toledano e Olivier Nakache, com Jean-Pierre Bacri, Jean-Paul Rouve, Gilles Lelouche, Vincent Macaigne e Eye Haïdara.

Raúl Reis

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