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"La Casa de Papel 5". Até ao fim, lutar, lutar!
Opinião Cultura 1 3 min. 17.09.2021
Crítica de cinema

"La Casa de Papel 5". Até ao fim, lutar, lutar!

Crítica de cinema

"La Casa de Papel 5". Até ao fim, lutar, lutar!

Foto: DR
Opinião Cultura 1 3 min. 17.09.2021
Crítica de cinema

"La Casa de Papel 5". Até ao fim, lutar, lutar!

António Raúl VAZ PINTO DA CUNHA REIS
António Raúl VAZ PINTO DA CUNHA REIS
Agora, mais do que nunca, "La Casa de Papel" exige atenção para perceber o que é, o que foi, e quando foi.

3 de setembro de 2021. O dia estava marcado no calendário de muitos fãs, ansiosos por se sentarem no sofá com a máscara de Dali para ver a quinta temporada de "La casa de Papel".

Oficialmente, esta tirada de episódios é primeira parte do fim da série. O ritmo acelerado da ação continua a ser matizado pelo recurso, característico desta série, de recorrer ao flashback. Talvez demasiado. Agora, mais do que nunca, "La Casa de Papel" exige atenção para perceber o que é, o que foi, e quando foi.

O mais estranho nesta série de episódios é o facto de a maioria das personagens se terem aparentemente transformado em militares de um filme americano sobre a guerra do Vietname. Parece que todos se passaram dos carretos: entre militares e polícias desequilibrados, rebeliões de reféns e personagens armadas até aos dentes, se nos dissessem que a ação não se desenrola em Madrid, mas na Ásia dos anos 70, a gente acreditava.

Para respirar, temos a história de Berlim que, surpreendentemente, é um dos elementos mais relaxantes da série. A personagem é, sem dúvida, uma das mais carismáticas desta temporada e a sua história coloca-o no centro do enredo.

Apesar de tudo, esta temporada da saga é constituída por cinco episódios de ação excessiva, surpresas para o espectador e, explosões, muitas explosões. Ou, como se diz na minha terra, "tiros e bombas e socos nas trombas".

Mas o pior não é o excesso de ação e adrenalina. Esta quinta temporada tem um problema essencial que já apresentava desde a anterior: a história começou a estagnar e perde o fator surpresa, tão apreciado nas edições anteriores. É normal que, após tanto tempo a usar a mesma receita, a história comece a enjoar. E esse momento chegou.

Apesar de o ritmo da série ser acelerado, nestes cinco episódios, a história realmente progride muito pouco. Os diálogos, muitos, mas cada vez mais vazios, e muitas vezes escritos para apelar a desnecessárias posições políticas, são fraquinhos. Esta característica também já vem de trás mas nesta temporada o diagnóstico é muito mais sério.

Num tom mais positivo, é impossível ignorar os efeitos especiais da nova tirada. Uma das imagens mais marcantes é a transformação de um edifício tão austero e elegante num campo de trincheiras digna de um filme de guerra. Para os portugueses, a série, que já se tinha aventurado em Portugal, agora faz quase um roteiro turístico quando Tóquio recorda as férias em Lisboa com o ex-namorado, René.


Versão de "Grândola Vila Morena" na série "La Casa de Papel" dispara pesquisas no Google
Um dos maiores símbolos da Revolução dos Cravos ganhou uma nova versão na voz dos cantores espanhóis Pablo Alborán e Cecilia Krull na última temporada da série de televisão "La Casa de Papel".

Ao falar do seu passado, a personagem recorda uma passagem por Lisboa e os passeios românticos com o seu antigo namorado, personagem interpretada por Miguel Ángel Silvestre. O casal visita, por exemplo, o Jardim da Quinta de Arealva, passeiam no Elevador da Bica, na ponte 25 de abril e no Bairro Alto. Já para não falar na inclusão da "Grândola" que talvez seja sido o elemento que mais fez falar desta temporada de "La Casa de Papel".

E que esperar dos próximos episódios, que são a temporada seis, ou a parte dois da quinta temporada, como os produtores?

A morte de uma das personagens mais apreciadas vai certamente colocar um desafio aos criadores para a substituir nos corações dos fãs. Talvez o segredo esteja no herdeiro de Berlim, Rafael. Estes cinco episódios parecem ter criado simpatia pelo jovem que poderá vir a ter um papel mais central na história, sobretudo porque Rafael é descrito como um rapaz atinado que recusa seguir as pisadas bandidas do seu pai.

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