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Itália celebra Leonardo da Vinci até 2020

Itália celebra Leonardo da Vinci até 2020

Foto: DPA
Cultura 3 min. 28.04.2019

Itália celebra Leonardo da Vinci até 2020

Em causa vão estar mais de cinco centenas de iniciativas para assinalar, a partir do próximo dia 2, os 500 anos da morte do criador de Mona Lisa.

Florença, Turim, Milão, Roma e Veneza então entre os principais centros de celebração de Leonardo Da Vinci, em Itália, quando passam 500 anos sobre a data da sua morte, em Ambroise, no dia 2 de maio de 1519.

Uma exposição dedicada às origens de Leonardo, através da obra do seu mestre, Andrea del Verrocchio, em Florença, "Tesouros Escondidos" do pintor, em Turim, "Da Vinci, O Homem Modelo do Mundo", em Veneza, "Leonardo: Os Artistas e As Suas Técnicas", em Milão, além da mostra "A Ciência antes da Ciência", em Roma, com mais de 200 peças de Da Vinci, são algumas das iniciativas a realizar em Itália, até ao final de abril de 2020.

O programa foi apresentado pelo Governo italiano, no passado mês de março, "é uma festa que durará todo o ano, e uma oportunidade para Itália celebrar um génio (...) tão universalmente apreciado, que as celebrações terão lugar em todo o mundo", disse então o primeiro-ministro, Giuseppe Conte.

Até ao final de abril do próximo ano, estão previstas mais de 500 iniciativas, em todo o território italiano, envolvendo escolas, museus, bibliotecas, instituições públicas e privadas, além de organismos tutelados por diferentes ministérios, incluindo os da Cultura, Educação e dos Negócios Estrangeiros.

No próximo dia 02, entrarão em circulação, em Itália, selos postais com obras de Da Vinci, uma nota com o seu rosto, serão apresentadas produções televisivas sobre o mestre, e o 'site' e a aplicação "Leonardo500", que congregará iniciativas e informações do centenário em várias línguas, entrará em produção regular, com suporte técnico e redação própria, segundo o anúncio do Ministério da Cultura.

Florença, cidade central do Renascimento, tem patente, desde 09 de março, a exposição "Andrea del Verrocchio, O Mestre de Leonardo", que ficará patente no Palácio Strozzi até 14 de julho. A mostra reúne 120 obras, entre pintura, escultura e desenho, provenientes de coleções como as do Louvre, em Paris, do Metropolitan, em Nova Iorque, o Rijks, em Amesterdão, e o Victoria and Albert, em Londres, além da Galeria dos Ofícios, em Florença.

A cidade acolherá ainda "Leonardo e Florença", até 24 de junho, no Palácio Vecchio, e "Leonardo da Vinci e a Botânica", no outono, de 13 de setembro a 15 de dezembro, em Santa Maria Novella.

Vinci, nos arredores de Florença, a cidade onde Leonardo nasceu em 1452, terá, até 15 de agosto, a mostra iterativa "As Origens do Génio", centrada na ligação do artista à região, com a representação possível do mestre, em holograma.

Em Turim, foi inaugurada a exposição "Leonardo da Vinci: Tesouros Escondidos", que permanece até 12 de maio, a que se segue "Leonardo da Vinci: Desenho do Futuro", até 14 de julho.

A Biblioteca Ambrosiana de Milão mostra "Os Segredos do Código Atlântico: Leonardo na Ambrosiana", até 16 de junho, seguindo-se "Leonardo em França: Desenhos da Época Francesa do Código Atlântico", de 18 de junho a 15 de setembro, e "Leonardo: Os Artistas e Suas Técnicas", dedicada aos desenhos do pintor e dos artistas de seu círculo, que fica patente de 17 de setembro a 12 de janeiro de 2020.

A exposição "Da Vinci, o Homem Modelo do Mundo" foi inaugurada há uma semana, na Academia de Veneza, onde ficará até 14 de julho, com mais de 20 desenhos do artista, incluindo o famoso "Homem Vitruviano".

Em Roma, o Palácio Quirinale reuniu mais de 200 peças para a mostra "A Ciência antes da Ciência", que mostra o trabalho de investigação de Da Vinci, até 30 de junho.

"Não há disciplina que [Leonardo] não tenha explorado, das artes às humanidades, da biologia e anatomia, à matemática e filosofia. Ele é imortal", disse o primeiro-ministro italiano aquando da apresentação do programa para os 500 anos da morte de Leonardo Da Vinci.

Lusa

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