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Funcionários da Ópera de Paris protestam com música e dança contra reforma de Macron
Cultura 18.01.2020

Funcionários da Ópera de Paris protestam com música e dança contra reforma de Macron

Funcionários da Ópera de Paris protestam com música e dança contra reforma de Macron

Foto: AFP
Cultura 18.01.2020

Funcionários da Ópera de Paris protestam com música e dança contra reforma de Macron

Parte dos funcionários da Ópera de Paris tem participado nas greves organizadas desde o começo das ações contra a reforma do sistema de pensões, iniciadas a 05 de dezembro de 2019.

Dezenas de músicos e elementos do coro da Ópera de Paris realizaram hoje um concerto-protesto na rua contra a reforma do sistema de pensões apresentado pelo Presidente francês, que elimina regimes especiais e cria um sistema universal.

O concerto, que se realizou nos degraus da Ópera Garnier, no coração da cidade parisiense, foi presenciado por centenas de pessoas que aplaudiram os artistas, os quais atuaram durante meia hora e leram um comunicado.

Segundo a agência de notícias espanhola EFE, dançarinos e funcionários da instituição desfilaram em torno do espaço onde a orquestra foi instalada, que concluiu a sua apresentação com a “Marselhesa”, o hino nacional francês.

No comunicado, os participantes nesta iniciativa exigiram a retirada da reforma de Emmanuel Macron e a manutenção das especificidades do seu estatuto, em nome da defesa da cultura.

A iniciativa foi mais uma das ações de protesto organizadas nas últimas semanas, como a representação de uma parte da peça “Lagos dos Cisnes” pelas bailarinas ou a realização de um concerto durante o último Natal.

A Ópera de Paris é um dos 42 regimes especiais de pensão existentes na França e que Macron quer converter num único regime universal, com as mesmas regras, nas quais cada euro pago concede os mesmos direitos na reforma.

Este regime data de 1698, durante o reinado de Luís XIV, e permite, por exemplo, que os dançarinos se aposentem aos 42 anos e os músicos aos 60, face aos 62 anos, que é a idade mínima de aposentação no regime geral.


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A manifestação, para a qual foi solicitada autorização oficial, saiu de manhã do noroeste de Paris e atravessou toda a cidade, na direção da estação de Lyon.

Parte considerável dos funcionários da Ópera de Paris, uma instituição pública, tem participado nas greves organizadas desde o começo das ações contra a reforma de Mácron, iniciadas em 05 de dezembro de 2019.

Desde esse dia até hoje já foram cancelados ou suspensos 67 espetáculos e a Ópera de Paris deixou de faturar cerca de 14 milhões de euros na venda de bilhetes.