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Foo Fighters, Red Hot Chili Peppers e Depeche Mode aquecem verão português
Os Foo Fighters estão no festival Nos Alive já no próximo dia 7 de julho.

Foo Fighters, Red Hot Chili Peppers e Depeche Mode aquecem verão português

Os Foo Fighters estão no festival Nos Alive já no próximo dia 7 de julho.
Cultura 14 5 min. 28.06.2017

Foo Fighters, Red Hot Chili Peppers e Depeche Mode aquecem verão português

Foo Fighters, Depeche Mode, Red Hot Chili Peppers, Deftones e mais, muito mais, é o que se pode esperar dos festivais portugueses durante a ’silly season’. Rock, pop, eletrónica, indie, jazz, música portuguesa e do mundo têm espaço nos cartazes de mais de duas dezenas de festivais que acontecem de norte a sul, e de este a oeste de Portugal.

Foo Fighters, Depeche Mode, Red Hot Chili Peppers, Deftones e mais, muito mais, é o que se pode esperar dos festivais portugueses durante a ’silly season’. Rock, pop, eletrónica, indie, jazz, música portuguesa e do mundo têm espaço nos cartazes de mais de duas dezenas de festivais que acontecem de norte a sul, e de este a oeste de Portugal.

Quem diria que o jovem baterista dos Nirvana, que se estreou na banda com uma entrada fenomenal em “Smells Like a Teen Spirit”, se iria tornar o frontman de uma das bandas mais aplaudidas das últimas duas décadas. Falamos de Dave Grohl e da sua banda Foo Fighters. Com guitarras altas, bateria estruturada, refrões gritados, mas também melodias mais calmas, a carismática banda sobreviveu ao declínio do rock e carrega com ela a fama e o proveito de serem dos coletivos mais bem sucedidas dos últimos tempos. Atuam a 7 de junho, no Nos Alive, um dos maiores festivais que acontece em Portugal.

No dia seguinte, também no Passeio Marítimo de Algés, outra banda mítica: Depeche Mode. A banda britânica de rock eletrónico, uma das pioneiras e sobreviventes no género, traz o seu 14° álbum de estúdio, “Spirit”, lançado este ano. Um concerto para a ’old school’ sedenta de ouvir Martin Le Gore a interpretar “Enjoy the Silence”, na qual canta as crises existenciais e a perpetuação da dor e que, por acaso, se tornou o hit mais dançável da banda.

No Alive passam ainda The XX, Alt-J, que tocam no Luxemburgo a 12 de julho, Imagine Dragons, e os portugueses The Black Mamba, Miguel Araújo e Carminho. Más notícias para quem não tem bilhete, os passes gerais e diários esgotaram há muito.

Na semana seguinte, nos dias 13, 14 e 15, arranca o Super Bock Super Rock (SBSR). Longe das outras edições e pelo terceiro ano consecutivo, o festival acontece no Parque das Nações, em Lisboa, e ganha estatuto de urbano. Red Hot Chili Peppers tocam no primeiro dia. A banda californiana é marcante, ou se ama ou se detesta. São mais os que os amam pelas suas manifestações de euforia e de espírito dissidente, com as guitarras rítmicas de Flea, o homem-proa da banda. Com um reportório intemporal, os fãs querem ouvir com emoção temas como “Otherside” ou até mesmo o simples e melódico “Under the Bridge”.

A fechar o festival, Deftones – outra banda californiana – de metal alternativo, que se distancia do nu metal pelos seus experimentalismos sonoros. Prestes a completarem 30 anos de carreira, os Deftones são uma mistura de vozes agressivas, distorções, eletrónica e letras a tocar o minimalismo.

Também neste festival não é esquecida a música made in Portugal e o peculiar Legendary Tiger Man ou os ascendentes Sensible Soccers terão espaço para se mostrarem no SBSR.

Em Vila Nova de Gaia, o Meo Marés Vivas, que decorre de 14 a 16 de julho, apresenta Bastille e Scorpions nos dois primeiros dias. Sting encerra o festival e escusado será dizer que esse dia se encontra esgotado, assim como os passes-gerais. O cantor britânico é sem dúvida o nome maior deste festival e dispensa qualquer tipo de apresentação.

Com agosto arranca o Sudoeste, um festival que também se reinventou e é hoje mais juvenil e eletrónico, longe dos tempos rockeiros, do início do milénio. De 1 a 5 de agosto, Jamiroquai regressa à Zambujeira do Mar. O prodígio português do reggae, Richie Campbel, é também anunciado como cabeça de cartaz a que se junta The Chainsmokers, uma dupla de produtores e DJs nova-iorquinos que têm incendiado dancefloors por todo o mundo.

Também na eletrónica, e já para a semana, o RFM SOMNII decorre na praia da Claridade, na Figueira da Foz, e tem a fama de ser “o maior sunset de sempre”. Pode-se esperar mais música de dança.

De 16 a 19 de agosto, o mítico Paredes de Coura traz os Foals, Kate Tempest, Nick Murphy e Manel Cruz, o icónico ex-vocalista dos Ornatos Violeta.

Vilar de Mouros, que também renasceu das cinzas, muito graças aos novos formatos de financiamentos e patrocinadores, decorre de 24 a 26 de agosto. The Jesus and Mary Chain, The Dandy Warhols, Morcheeba e até Salvador Sobral, alguém impensável até há meses neste cartaz, atuam no mais antigo festival de música português.

Música para todos os gostos

Longe dos festivais tidos como principais, Portugal acolhe outros mais ecléticos, diversificados e culturais, em que os patrocinadores não dão nomes nem chapéus. São festivais mais independentes, virados para um público sedento de experiências musicais inovadoras e de partilha de momentos. E não, não falamos do Boom Festival, que ganha prémios relacionados com a sustentabilidade e impacto ambiental pelo mundo, mas que só se realiza no próximo ano.

O Freedom Festival, em São Gião, é um festival de música eletrónica mais psicadélica e experimental. Sem patrocinadores, o público é maioritariamente estrangeiro e quer dancefloors coloridos e sorridentes. Não é um festival comercial e ainda hoje, tal como o Boom, está associado ao consumo exagerado de drogas, que também acontece nos outros chamados de primeira linha.

De 11 a 15 de agosto, o Bons Sons, com o tema “Vem viver a aldeia”, em Cem Soldos, Tomar, é um festival dentro da própria vila, em que é possível tomar café e fazer compras no mesmo café e mini-mercado dos moradores locais. Dedicado apenas à música portuguesa, este festival consegue inserir-se no quotidiano da aldeia e também consegue que os habitantes vivam o festival. A eira é hoje o palco para concertos e a igreja acolhe projetos musicais todas as tardes. Para quem procura novas sonoridades feitas em Portugal, o Bons Sons é sem dúvida um festival obrigatório, além de ser indicado para toda a família. Este ano apresenta Rodrigo Leão, Mão Morta ou Samuel Úria, nomes que provam a diversidade do conceito.

Em Sines e Porto Covo, o Festival Músicas do Mundo (FMM), que deu o mote para a explosão desta sonoridade e conceito em Portugal, decorre de 21 a 29 de agosto. António Chainho e André Baptista, Waldemar Bastos, o artista da world music que passou pelo Luxemburgo em 2016, ou o português Benjamim são os nomes mais conhecidos que atuarão neste evento. Quase podemos apelidar o FMM de festival étnico, de danças, cores, sabores e, claro, de música dos quatro cantos do mundo, de todas as culturas. Do fólclore ao experimentalismo, o FMM continua a ser o evento certo para quem gosta de conhecer culturas.

Vanessa Castanheira

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