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Cinemateca belga acolhe cinema português feito por mulheres
Cultura 24.06.2021
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Cinemateca belga acolhe cinema português feito por mulheres

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Cinemateca belga acolhe cinema português feito por mulheres

Foto: DR
Cultura 24.06.2021
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Cinemateca belga acolhe cinema português feito por mulheres

Lusa
Lusa
O programa arranca a 4 de julho, com "Os mutantes" (1998), de Teresa Villaverde, e termina a 2 de agosto com "André Valente" (2004), de Catarina Ruivo.

A Cinemateca belga acolhe, este verão, em Bruxelas, um ciclo dedicado ao cinema português feito por mulheres, e que atesta a desigualdade de género na produção cinematográfica portuguesa, anunciou hoje a instituição.

"Apesar de ser um elemento fundamental da riqueza do cinema português de autor, a percentagem de filmes realizados por mulheres é das mais baixas da Europa ocidental", lê-se no programa divulgado pela Cinematek, a cinemateca belga.

O ciclo de cinema, organizado em parceria com a Cinemateca Portuguesa, tem por título "Portugal, século XX: Visões Femininas", e começa a 04 de julho, contando com uma seleção de filmes que vai de 1946 a 2012, período durante o qual foram produzidas cerca de 40 longas-metragens assinadas por mulheres.


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"À escala de uma produção nacional modesta como a portuguesa, o acesso das mulheres à profissão cinematográfica testemunha uma flagrante desigualdade, justificada pelo conservadorismo social do longo período da ditadura do Estado Novo", refere a cinemateca belga.

Essa desigualdade persiste, embora de forma mais reduzida, em tempo de democracia, mas "os últimos 15 anos foram, felizmente, florescentes e viram surgir uma nova geração de realizadoras", concluiu a cinemateca.

O ciclo estender-se-á até 02 de agosto, com a exibição de cerca de uma dezena de filmes, entre curtas e longas-metragens, entre documentário, ficção e cinema de animação.

O programa arrancará com "Os mutantes" (1998), de Teresa Villaverde, e encerrará com "André Valente" (2004), de Catarina Ruivo.

Pelo meio serão exibidos, por exemplo, "O movimento das coisas" (1985), único filme de Manuela Serra, "Trás-os-montes" (1976), que Margarida Cordeiro correalizou com António Reis, e "Frágil como o mundo" (2001), de Rita Azevedo Gomes.


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Destaque para a inclusão de "Três dias sem Deus" (1946), de Bárbara Virgínia, considerada a primeira realizadora portuguesa, a primeira mulher a apresentar um filme no Festival de Cannes, e que morreu quase em total desconhecimento público em 2015, no Brasil, aos 91 anos.

O ciclo contará ainda com filmes de Margarida Cardoso, Manuela Viegas, Solveig Nordlund, Margarida Gil, Ana Luísa Guimarães e Regina Pessoa, de quem será exibida a premiada curta-metragem de animação "Kali, o pequeno vampiro", de 2012.

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