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Fifty Shades Darker: O futuro é negro
Vá, tira a máscara que já não é São Valentim

Fifty Shades Darker: O futuro é negro

Vá, tira a máscara que já não é São Valentim
Cultura 15.02.2017

Fifty Shades Darker: O futuro é negro

Anastasia vai receber um buquê de rosas de Christian. A sua velha paixão deseja-lhe boa sorte para um novo desafio profissional. Anastasia decidiu nunca mais ver Christian mas... eu não estrago a surpresa se revelar aqui que os dois vão voltar a ver-se.

Anastasia vai receber um buquê de rosas de Christian. A sua velha paixão deseja-lhe boa sorte para um novo desafio profissional. Anastasia decidiu nunca mais ver Christian mas... eu não estrago a surpresa se revelar aqui que os dois vão voltar a ver-se.

A vantagem destas histórias manhosas é que são tão manhosas que qualquer leitor menos manhoso adivinha o fim. E como dizia, acho que foi Dom Dinis, o Lavrador, a partir de um livro bom já se fez um mau filme, mas nunca se fez um bom filme de um livro manhoso.

O rei poeta tinha razão: a primeira tirada desta saga era má. Na altura, resumi-a aqui nestas páginas como um filme longo e sem nenhuma profundidade emocional. As personagens parecem manequins que navegam entre passeios de avião e camas equipadas com algemas e chicotes.

Os produtores escolheram um novo realizador, talvez na esperança de dar “mais garra” a “Fifty Shades Darker” do que aquela que “Fifty Shades of Grey” tinha demonstrado.

Os argumentistas conseguiram encaixar mais erotismo neste segundo filme, mas “cortam as vazas” quando a ação começa a ficar demasiado interessante.

O filme assinado por James Foley rapidamente se torna num ato falhado. Os momentos de tensão sexual ou de ação pura são concluídos mais rapidamente do que o Diabo esfrega um olho, numa demonstração de incompetência dos argumentistas.

“Fifty Shades Darker” não consegue ser mais “escuro” do que o seu antecessor. A montanha pariu um rato. Tal como em “Fifty Shades of Grey”, o filme oscila entre o erotismo e o “thriller” sem nunca se decidir.

Os atores portam-se melhor do que os manequins da primeira obra mas não chegam para compensar um descalabro de dimensões bíblicas. Fica a esperança de que o próximo filme seja menos mau porque a palavra melhor não se aplica quando o nível é tão baixo.

Raúl Reis

“Fifty Shades Darker” de James Foley, com Dakota Johnson, Jamie Dornan, Eric Johnson e Eloise Mumford.

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