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Festival Portugal Pop é para continuar a mascar, mas não para deitar fora
Cultura 14 3 min. 28.09.2014 Do nosso arquivo online

Festival Portugal Pop é para continuar a mascar, mas não para deitar fora

Cultura 14 3 min. 28.09.2014 Do nosso arquivo online

Festival Portugal Pop é para continuar a mascar, mas não para deitar fora

Kika Santos, João Grande dos Taxi, Manuel João Vieira, Tiago Bettencourt e Olavo Bilac foram os “cabeças de cartaz” que encantaram as cerca de 600 pessoas que assistiram no sábado à noite à quinta edição do Festival Portugal Pop, no Centro Cultural Kulturfabrik, em Esch-sur-Alzette.

Voltou-se a ouvir a música "Chiclete"

Kika Santos, João Grande dos Taxi, Manuel João Vieira, Tiago Bettencourt e Olavo Bilac foram os “cabeças de cartaz” que encantaram as cerca de 600 pessoas que assistiram no sábado à noite à quinta edição do Festival Portugal Pop, no Centro Cultural Kulturfabrik, em Esch-sur-Alzette.

À medida que a noite avançava, era perceptível a ansiedade do público para ouvir os dois últimos “cabeças de cartaz”, Tiago Bettencourt e Olavo Bilac, que deliciaram os seus fãs com alguns dos seus temas de maior êxito, como “Laços” magistralmente interpretado ao piano por Tiago, e “Fala-me de Amor” de Olavo. Destaque ainda para a música "Chiclete" dos Táxi, cantada por João Grande, como um dos momentos altos da noite.

Para Olavo Bilac este foi um regresso ao Luxemburgo, onde já actuou diversas vezes a solo e com os Santos e Pecadores. “É sempre com o maior agrado estar aqui, este conceito de festival agrada-me bastante porque conseguimos trazer um outro género musical que as comunidades portuguesas devem também conhecer, uma música mais recente, temos de dar a conhecer aos de cá outros géneros, que haja muito mais! Os músicos estão à altura e dá-nos gozo tocar com profissionais, tinham a lição bem estudada”, concluiu Olavo a rir.

A organização adiantou ao Jornal CONTACTO que a afluência de público foi menor este ano o que não desmotivou de forma alguma os fundadores do Festival que viram vibrar na passada noite as centenas de pessoas ao som do excelente cartaz de artistas, confirmando que estão a pensar em "exportar" esta iniciativa para países vizinhos.

“Obrigado a toda a equipa que mais uma vez provou que é possível mostrar o melhor da nossa cultura fora de portas”, pôde-se ler na página oficial do Portugal Pop no Facebook no dia a seguir ao certame.

Já antes do concerto Tiago Bettencourt falou ao CONTACTO e disse que o festival serve como uma "lufada de ar fresco de novos músicos".

“Acho a ideia deste Festival muito nobre, acaba por funcionar como uma plataforma de promoção para os artistas que cá se apresentam, serve para 'abrir' a curiosidade às comunidades portuguesas no Luxemburgo que normalmente se restringem um pouco à música popular, o que faz com que os filhos dos emigrantes pensem que em Portugal só existe folclore e Portugal tem neste momento uma lufada de ar fresco de novos músicos, bandas fantásticas, disse o músico, surpreso pela falta de conhecimento dos artistas.

"Fez-me confusão chegar cá e perceber através das inúmeras entrevistas que dei que não havia conhecimento dos artistas que hoje aqui se apresentam no Festival, pelo menos por duas vezes perguntaram-me ‘Então e quem tu és?’. Há um trabalho a fazer e tem de se começar por algum lado e este Festival já é um grande passo”, acrescentou Tiago Bettencourt.

As portas do Centro Cultural Kulturfabrik abriram às 19h30 proporcionando até à hora do início do Festival pelas 22h, um espaço de convívio e confraternização com disc-jockeys, ateliers, concursos e especialidades gastronómicas.

Os artistas convidado foram acompanhados ao vivo pela banda In Out, a banda oficial do Portugal Pop. A banda, composta por excelentes e versáteis músicos foi muito elogiada ao longo da noite pelos vários artistas, pela fantástica adaptação a estilos musicais distintos.

Criado em 2010 pela Associação Portugal Pop, o Festival Portugal Pop tem como objectivo promover a música rock/pop portuguesa. Dirige-se à comunidade lusófona mas deseja também aproximar todas as nacionalidades residentes no Grão-Ducado, através da linguagem universal da música.

Patrícia Marques


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