Os títulos da seleção oficial da 71ª edição do Festival Internacional de Cinema de Cannes foram revelados na semana passada durante a conferência de imprensa conduzida pelo diretor artístico do certame, Thierry Frémaux, e Pierre Lescure, presidente do festival.
Os títulos da seleção oficial da 71ª edição do Festival Internacional de Cinema de Cannes foram revelados na semana passada durante a conferência de imprensa conduzida pelo diretor artístico do certame, Thierry Frémaux, e Pierre Lescure, presidente do festival.
Mais do que sobre os filmes selecionados, os jornalistas “obrigaram” os responsáveis do festival a falarem mais de meia hora sobre a proibição de tirar selfies no tapete vermelho. A decisão fora tomada e divulgada dias antes. Os jornalistas fizeram-se porta-vozes da surpresa que houve, sobretudo nas redes sociais. Frémaux e Lescure defenderam a interdição de selfies, justificando a posição com “questões de segurança”, “para evitar perder tempo no tapete vermelho e não atrasar as projeções” e mesmo por “questão de classe”. Frémaux acha que selfies não correspondem ao “nível” do festival de Cannes.
Os jornalistas não ficaram contentes com outra novidade: o fim das projeções destinadas à imprensa horas antes, ou na véspera, das oficiais. Parece que as opiniões dos críticos, publicadas cada vez mais depressa, podem influenciar o público da projeção da competição e até (que horror!) aborrecer os cineastas e as suas equipas.
Voltemos ao que conta: os filmes que vão disputar a Palma de Ouro. Entre os mais conhecidos na corrida encontram-se, entre outros, Spike Lee, com “Blackkklansman”, o italiano, habitual convidado do festival, Matteo Garrone com “Dogman”, Pawel Pawlikowski com “Cold War” ou Jean-Luc Godard com “Le Livre d’images”. “Everybody Knows”, do iraniano Asghar Farhadi, será o filme de abertura e outro iraniano, Jafar Panahi, está nos selecionados oficiais. Como nas edições transatas a lista de filmes a concurso (ver caixa) pode aumentar.
Seria ótima uma “surpresa portuguesa” mas será pouco provável. Em 2018 os portugueses terão de se contentar com a presença no evento paralelo da ACID (estrutura que apoia o cinema independente) e que propõe uma “ACID trip” a Portugal para mostrar o cinema luso. Os filmes selecionados pela associação portuguesa de realizadores para esta viagem cinematográfica a Portugal foram “Colo”, de Teresa Villaverde, “Terra Franca”, de Leonor Teles, e “Verão Danado”, de Pedro Cabeleira. E a organização prevê uma mesa redonda sobre cinema português. Também os filmes “Diamantino”, de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt, e “Amor, Avenidas Novas”, de Duarte Coimbra, foram selecionados para a Semana da Crítica, um dos programas paralelos do festival francês que decorre de 8 a 19 de maio.
O meu “coup de coeur” de Cannes é até agora um filme luso-brasileiro. A única longa metragem portuguesa na seleção oficial é um belíssimo filme do brasileiro Cacá Diegues: “O Grande Circo Místico”.
A seleção do festival de cinema de Cannes nos últimos anos passou a ser feita às pinguinhas. Pelos vistos os responsáveis do maior festival de cinema do mundo acham que é melhor esperar pela reação do público e dos críticos antes de fecharem a lista de filmes a concurso.
O Festival de Cinema de Cannes começa na quarta-feira, com Isabelle Huppert e Clint Eastwood, com o cinema de Michael Haneke e Sofia Coppola, com medidas de segurança reforçadas e uma polémica com a plataforma digital Netflix.
O cinema português vai ser homenageado na 12.ª edição do "L'Europe autour de l'Europe - Festival de films européens de Paris", de 15 de março a 16 de abril.
É impossível ser-se português no festival de Cannes e não falar, ou ouvir falar, do filme de Miguel Gomes “As mil e uma noites”. Esta trilogia surpreendente não está sequer na competição oficial, participando na Quinzena dos Realizadores, uma secção paralela do festival. Este ano não se pode dizer a ninguém em Cannes “sou português” sem que o interlocutor pergunte: “e então que achaste do filme do Miguel Gomes?”.
Dizia-se em Portugal, a partir dos anos 70, que muitos dos nossos cineastas faziam filmes para mostrar em Paris em vez do nosso país. A expressão foi cunhada para definir, ironicamente, o cinema português que recebia influências da nova vaga francesa e de outras tendências que se seguiram.
A escritora J. K. Rowling, autora da saga de Harry Potter, afirmou esta quinta-feira desconhecer a Livraria Lello, no Porto, esclarecendo, ao fim de anos, a dúvida sobre se este espaço teria servido de inspiração para Hogwarts.
A escritora J. K. Rowling, autora da saga de Harry Potter, afirmou esta quinta-feira desconhecer a Livraria Lello, no Porto, esclarecendo, ao fim de anos, a dúvida sobre se este espaço teria servido de inspiração para Hogwarts.