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Festival das Migrações regressa este fim de semana no formato original
Cultura 3 min. 04.05.2022
Associativismo

Festival das Migrações regressa este fim de semana no formato original

Da esquerda para a direito, Abdulai Djaba, vice-presidente, Pascale Zaourou, presidente, e o vice-presidente do CLAE, Umberto Picariello.
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Festival das Migrações regressa este fim de semana no formato original

Da esquerda para a direito, Abdulai Djaba, vice-presidente, Pascale Zaourou, presidente, e o vice-presidente do CLAE, Umberto Picariello.
Foto: Marc Wilwert/Luxemburger Wort
Cultura 3 min. 04.05.2022
Associativismo

Festival das Migrações regressa este fim de semana no formato original

Madalena QUEIRÓS
Madalena QUEIRÓS
Na contagem decrescente para o fim de semana de 7 e 8 de maio a organização diz que o festival está a ser "um grande sucesso".

Combater o racismo através de leis "não é suficiente", diz Pascale Zaourou, presidente do Comité de Ligação das Associações de Estrangeiros (CLAE).  Esta é a reação aos mais recentes indicadores sobre o racismo no Grão-Ducado que revelam que 15% da população pensa que as atitudes racistas são justificadas, que um terço considera que há demasiados imigrantes no país e que cerca de 12% afirma que os filhos de imigrantes nascidos no Luxemburgo não são luxemburgueses como os outros. Há que "imaginar novos conceitos que nos permitam ultrapassar esta visão negativa do outro", sublinha a responsável do CLAE.

"Acreditamos firmemente na mistura cultural que abre a identidade a múltiplas referências culturais. É isto que estamos a tentar pôr em marcha através do Festival das Migrações, que prova com cada edição que podemos ser daqui e dali e companheiros de uma multidão diferentes de terras e horizontes", acrescenta.

Iniciativas ao longo de três meses

Com um novo desenho, a edição deste ano do Festival das Migrações "teve de ser repensada", o que "nos permitiu estabelecer novas parcerias institucionais". Um novo modelo de abertura "a novos conceitos e novos públicos" e que está a ser "um grande sucesso", sublinha a responsável do CLAE.

Para descobrir há ainda uma série de exposições coletivas na Gare de Luxembourg, na estação Pfaffenthal-Kirchberg, na Universidade de Belval e na Chambre des Salariés em Bonnevoie.  Ao longo de quase três meses, houve cine-debates no Centro Nacional do Audiovisual, em Dudelange, encontros literários no Centro Nacional de Literatura, em Mersch, conferências e exposições na Câmara dos Assalariados, em Bonnevoie. E também concertos e ateliers em alguns comboios dos CFL.

No salão ArtsManif, a Câmara dos Assalariados exibe os quadros dos artistas plásticos portugueses e cabo-verdianos Sérgio Da Costa Pereira, Maria Gomes Morais, Ivânia dos Santos e Nelson Neves.

Um festival de feencontros

Mas o ponto alto da edição deste ano do Festival das Migrações acontece já este fim de semana, 7 e 8 de maio, no CEPA, em Hollerich. Serão dois dias de festa em que "as associações que têm estado no centro do evento durante quase quatro décadas estarão de novo em contacto2, sublinha Pascale Zaourou. Depois de dois anos de pandemia, o Festival volta a ser presencial e a permitir o reencontro das associações de migrantes.

Especialidades gastronómicas, artesanato, literatura, músicas e conferências preenchem a agenda destes dois dias de festival. Ao todo estarão presentes cerca de 65 stands que representam diversas partes do mundo. A cerimónia oficial de abertura que contará com as presenças das ministras da Família e Integração, e Cultura está marcada para as 11h30 deste sábado (7 de maio).

O Festival fica também marcado por um debate dedicado à guerra na Ucrânia. "Que política pacifista da Europa face à agressão militar russa contra a Ucrânia?" é o mote da intervenção de Galia Ackerman, especialista da Ucrânia e da ideologia russa pós-soviética.

Para ver há também diversos concertos. Sábado, a partir das 18h vai haver música tradicional cubana com o grupo Cubañol, sons do Burkina Faso com Marcel Sawuri e música de Cabo Verde com Rui Cruz.

A partir das 19h há cine-debate com a exibição do filme "O Poeta da Ilha", que relata a história de um poeta cabo-verdiano preso pela PIDE três dias antes do 25 de abril e 1974. A sessão contará com a presença do realizador Júlio Silva.

No domingo (8 de maio), a partir das 17h, há um concerto com "Roda de Coladeira".

Escritores de diversos países, Itália, Cabo Verde, Moçambique, Polónia, Montenegro, Bósnia e Herzegovina e Luxemburgo, vão encontrar o seu público no Salão do Livro e das Culturas, que se realiza há mais de 20 anos ao lado do Festival das Migrações.

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