Festival Atlântico: Waldemar Bastos cativou Philharmonie
Festival Atlântico: Waldemar Bastos cativou Philharmonie
O festival Atlântico arrancou ontem na Philharmonie com Waldemar Bastos, um nome grande da world music. Um artista que até no nome contém a palavra "mar", mesmo a condizer com o tema do festival.
Waldemar fez o que sabe fazer de melhor, captando toda a plateia, que acompanhou com palmas e voz os temas africanos, apimentados com as influências transversais do artista.
Um dos momentos grandes foi quando cantou a música "Sofrimento", que arrecadou vários prémios, e é um tema que o músico deseja que se torne um hino da paz cantado por músicos de vários países.
O coletivo em palco aqueceu o ambiente e fez o público viajar: pelo Atlântico, por África, e por todo o mundo lusófono que influencia o cantor.
Waldemar Bastos foi enorme, com uma interpretação que o coloca entre os nomes mais consagrados do mundo.
O festival Atlântico, dedicado à música lusófona, prolonga-se até 16 de outubro na Philharmonie, com nomes como António Zambujo, que atua hoje, Mayra Andrade (sábado) ou Mário Laginha e Dead Combo (na sexta-feira). Músicos de Portugal, Angola, Cabo Verde e Brasil fazem parte do cartaz desta primeira edição do festival, que visa "celebrar as tradições musicais dos países lusófonos", mostrando "a riqueza musical" destes países, "do fado à bossa nova, passando pela morna ou pelo jazz contemporâneo", segundo a organização.
Vanessa Castanheira
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