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Festival Atlântico: Um fenómeno chamado Zambujo
Cultura 13 13.10.2016

Festival Atlântico: Um fenómeno chamado Zambujo

António Zambujo - Philharmonie (Festival Atlântico) / Foto: Ivo GUIMARAES

Festival Atlântico: Um fenómeno chamado Zambujo

António Zambujo - Philharmonie (Festival Atlântico) / Foto: Ivo GUIMARAES
Ivo GUIMARAES
Cultura 13 13.10.2016

Festival Atlântico: Um fenómeno chamado Zambujo

E ao segundo dia do Festival Atlântico, o Grande Auditório da Philharmonie recebeu António Zambujo, o fenómeno que esgotou 28 coliseus este ano.

E ao segundo dia do Festival Atlântico, o Grande Auditório da Philharmonie recebeu António Zambujo, o fenómeno que esgotou 38 coliseus este ano.

Se pudesse caracterizar a sua música através de especiarias, Zambujo escolheria "pimenta do reino, hortelã da ribeira, manjericão", como nos disse. Pode ser estranho mas a pimenta  poderá representar a forma descontraída em palco, a lembrar uma criança traquina com o seu brinquedo, neste caso a viola, ou temas marotos como "Flagrante". Já a hortelã lembra os temas revisitados que o artista faz e o manjericão é um símbolo de tradição lisboeta.

O músico português cativou logo com os primeiros temas, pela entrega, pela simpatia, pelo talento e principalmente por parecer estar a tocar numa pequena sala entre amigos. Mesmo com poucas palavras Zambujo cativou com música.

Houve mudança de sonoridades quando entrou Marcello Gonçalves, o guitarrista brasileiro que produziu o próximo álbum do artista "Até pensei que fosse minha", um trabalho com algum reportório de Chico Buarque. O músico português assume essa música como dele, tendo afirmado que ao pegar nas canções "trespassamos para o nosso universo musical, para a minha maneira de cantar e para o som que temos nos nossos discos". Houve uma ligação intrínseca entre Lisboa e Copacabana, entre Zambujo e Gonçalves.

Mas o artista português foi mais longe e cantou o fado. "Foi Deus" foi o momento em que o músico voltou às origens.

A terminar não faltou "Pica do 7" e "Lambreta", temas que foram pedidos várias vezes pela plateia.

Ao CONTACTO, António Zambujo revelou "o Atlântico, hoje e aqui, deixou-me surpreendido e muito feliz" ao ver a participação do público português.

Em forma de brincadeira terminou com "Não há duas sem três como diz o ditado, e, sim, quero voltar."

Hoje, o Festival Atlântico recebe Júlio Resende, que convida Moreno Veloso. Amanhã actua Mário Laginha e Dead Combo.

A terminar o festival, sábado, Mayra Andrade convida Maria Gadú. Também no sábado, actua o Trio Fala Brasil.


Vanessa Castanheira

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