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“É preciso recuar para ver”, diz artista plástico Steve Veloso
Cultura 2 min. 02.09.2015 Do nosso arquivo online
Exposição na capital

“É preciso recuar para ver”, diz artista plástico Steve Veloso

Expo Steve Veloso
Exposição na capital

“É preciso recuar para ver”, diz artista plástico Steve Veloso

Expo Steve Veloso
Foto: Lex Kleren
Cultura 2 min. 02.09.2015 Do nosso arquivo online
Exposição na capital

“É preciso recuar para ver”, diz artista plástico Steve Veloso

O artista plástico luso-descendente Steve Veloso expõe a partir desta quarta-feira na Galeria Nosbaum Reding, na capital luxemburguesa, numa mostra que é “um convite a olhar o mundo à distância” para “ganhar uma nova perspectiva”, disse o artista ao CONTACTO.

O artista plástico luso-descendente Steve Veloso expõe a partir desta quarta-feira na Galeria Nosbaum Reding, na capital luxemburguesa, numa mostra que é “um convite a olhar o mundo à distância” para “ganhar uma nova perspectiva”, disse o artista ao CONTACTO.

“Vivemos num verdadeiro turbilhão de informação e de imagens, e é necessário distanciarmo-nos, recuarmos, para sairmos desta visão de curto-prazo”, explica o artista, nascido no Luxemburgo em 1979.

Recomeçar com o “contador a zero” abre um mundo de possibilidades e permite associar imagens aparentemente sem ligação. É assim com a obra que o artista plástico escolheu para a identidade visual da exposição: um disco negro, semeado de pontos brilhantes, que faz pensar num mapa do céu estrelado, mas que é na verdade um prato polvilhado de migalhas. Um efeito visível também na associação insólita entre objectos díspares, como uma máscara africana do séc. XVII e um disco em vinil de David Bowie, de 1973, em que o artista vê afinidades visuais e formais, à distância de séculos.

No texto escrito para esta exposição, o director artístico do Casino do Luxemburgo – Fórum de Arte Contemporânea, onde Steve Veloso expôs em 2012, sublinha a importância de dar a ver estas “conexões invisíveis”.

Steve Veloso com uma das suas obras, na Galeria Nosbaum
Steve Veloso com uma das suas obras, na Galeria Nosbaum
Lex Kleren

“Veloso joga com esta dicotomia e aponta o dedo à tendência dos seres humanos para reduzir o campo das possibilidades ao conhecimento directo, pondo rapidamente de parte todo o potencial contido numa simples imagem, reduzindo-a a uma leitura única, enquadrada num contexto particular”, diz Kevin Mulhen. O responsável do Fórum de Arte Contemporânea aponta ainda o efeito de “estranheza brechtiano” introduzido pela distância, revelando “a beleza do potencial a descobrir” quando se abandona “o olhar formatado ocidental”.

Steve Veloso nasceu no Luxemburgo em 1979 e estudou na Escola de Belas Artes de Avignon, em França, com uma passagem pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde colaborou numa instalação no Museu de Arte Moderna. O artista plástico viveu cinco anos em Paris, mas regressou ao Luxemburgo em 2012.

O apelido português vem do bisavô, que emigrou para França entre as duas guerras mundiais, para trabalhar nas minas, contou Steve Veloso ao CONTACTO.

A exposição é inaugurada esta quarta-feira às 18h, na Galeria Nosbaum Reding (ao lado do Museu Nacional de História e Arte do Luxemburgo). A mostra pode ser vista até 19 de Setembro. n P.T.A.


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