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Áurea apresenta “Soul Notes” aos fãs do Luxemburgo, esta noite
Cultura 6 min. 11.10.2014 Do nosso arquivo online
Este sábado, no Casino de Mondorf

Áurea apresenta “Soul Notes” aos fãs do Luxemburgo, esta noite

Áurea, a revelação da música soul em Portugal
Este sábado, no Casino de Mondorf

Áurea apresenta “Soul Notes” aos fãs do Luxemburgo, esta noite

Áurea, a revelação da música soul em Portugal
Foto: Mario Galiano
Cultura 6 min. 11.10.2014 Do nosso arquivo online
Este sábado, no Casino de Mondorf

Áurea apresenta “Soul Notes” aos fãs do Luxemburgo, esta noite

A cantora portuguesa Áurea é a artista convidada da festa do 22° aniversário da Rádio Latina, que tem lugar no Casino 2000, de Mondorf-les-bains, neste sábado à noite.

Antes da vinda da artista para actuar na noite de gala do 22°aniversário da Rádio Latina, o CONTACTO conversou com a nova ícone do pop e do soul em Portugal.

CONTACTO – É a sua primeira vinda ao Luxemburgo?

Áurea – Esta vai ser a minha primeira vez no Luxemburgo.

– Sabe o que é cantar para as comunidades ou é uma estreia para si?

Vai ser a primeira vez que vou cantar para as comunidades. Estive no Canadá há pouco tempo, mas na apresentação de um canal em Toronto. Tive algum contacto com a nossa comunidade, fiz algumas entrevistas, fui às rádios e falei com algumas pessoas. Mas em concerto vai ser a primeira vez no Luxemburgo.

– Quando lançou o seu álbum de estreia em 2010, o êxito foi imediato, o disco foi dupla platina, os espectáculos tiveram lotação esgotada, a Áurea foi considerada “voz revelação do ano”. Estava à espera do sucesso chegar assim tão rápido?

Não, de todo. A equipa acreditou em mim e resolvemos apostar tudo o que tínhamos no primeiro disco. Trabalhámos imenso, dedicámo-nos imenso, tanto nós como todos os músicos e todas as pessoas envolvidas. Quando isso começou a acontecer e vimos a reacção do público, ficámos extremamente contentes e foi uma surpresa para todos nós. Claro que acreditávamos no trabalho da equipa. Nunca conseguimos prever se o público vai gostar ou não e quando tivemos esta aceitação foi maravilhoso e sentimos que foi o validar do trabalho de tanta gente e toda essa dedicação, porque o trabalho não é apenas feito pelo artista, foi um trabalho de equipa, uma família.

– Foi difícil gerir o estrelato repentino? As pessoas costumam abordá-la na rua?

Eu não senti tanto que foi repentino, já estávamos a trabalhar no primeiro disco há algum tempo. As pessoas conhecem o trabalho a partir do momento em que o disco sai, claro, mas houve muito trabalho antes e acho que as coisas foram acontecendo. As pessoas são muito simpáticas comigo na rua e nunca tive uma má experiência. Normalmente, abordam-me, dão um beijinho e uma palavra simpática e isso é sempre muito bom. Eu sempre encarei este trabalho como outro qualquer, mas tenho noção que sou uma privilegiada por fazer aquilo que amo e vou ser eternamente grata a quem me ajudou a descobrir esta profissão, porque não era o meu objectivo inicial, eu estava a estudar teatro.

– Por falar em teatro, é verdade que quando era criança queria ser actriz? Afinal foi parar aos palcos de outra forma. Mas ainda não afastou esse sonho, pois não? Tem recebido convites de realizadores?

Quando era criança queria ser médica... Neste momento, e desde que comecei a cantar, não me vejo a fazer outro tipo de trabalho. Naturalmente, esses convites foram surgindo e acabei por fazer alguns trabalhos, como dobragens. É muito interessante e trabalhoso, mas estou mesmo dedicada à música. Claro que se vierem convites interessantes, faço-o com todo o prazer, mas gosto é de cantar.

– Do que é gosta mais na vida artística?

De cantar! Eu gosto de cantar. O que mais gosto é subir ao palco e fazer o meu trabalho com todos os músicos. E acaba por ser uma terapia, quando não estamos nos melhores dias, a partir do momento em que subimos ao palco, é como se tudo passasse durante o espectáculo. De repente partilhamos energias muito boas com o público. É maravilhoso.

– O álbum “Soul Notes” (2012), o seu segundo trabalho de originais, no que se diferencia do primeiro?

O disco segue a mesma linha do primeiro. Eu acho-o mais soul, mas a principal diferença é ao nível das letras. No primeiro disco, as letras falam de amor nos seus vários tipos; as letras foram feitas pelo Rui Ribeiro. Neste segundo disco, as letras também são dele, mas as histórias são minhas, ele compôs a partir das minhas histórias, é muito pessoal. Eu achei que era altura de o partilhar com o público, é muito mais próximo de mim este álbum. Este álbum é mais Áurea.

– É esse álbum que vem apresentar ao Luxemburgo?

Sim, vamos mostrar o nosso espectáculo da tournée “Soul Notes”. Vou mostrar-vos um bocadinho do meu novo álbum também. Vamos ver se vocês vão gostar, porque eu estou muito ansiosa e curiosa por conhecer o público do Luxemburgo.

– Lançou um álbum de originais em 2010 e outro em 2012. Podemos esperar esse terceiro álbum para breve?

Exactamente, em principio sairá em 2015. Neste momento, estou a trabalhar nesse terceiro disco. Nós dedicamo-nos a 100% para que corra bem. Há sempre uma “pressãozinha” porque não sabemos como o público vai reagir, mas vamos dar o nosso melhor para que que todos gostem. Vamos ver, só saberemos para o ano.

– Pensou enveredar por outro género musical do que o pop/soul ou foi um estilo que se impôs a si naturalmente?

Eu jugo que foi natural. No primeiro disco, gravámos uma maqueta com vários géneros musicais. Quisemos explorar vários géneros para encontrar aquele com o qual eu me sentia mais confortável. Essa maqueta tinha bossa nova, jazz, pop, era muito variado. A última música que o Rui Ribeiro compôs foi soul e assim que ouvi a música foi “amor à primeira audição”, apaixonei-me imediatamente pelo género musical e achei que e disse: “é isto, o caminho é este”. E partir daí saiu o primeiro disco, da forma mais natural que podia ser. E não me vejo neste momento a cantar outro género musical.

– Acha que é um estilo musical que só pode ser cantado em inglês ou também em português?

Nós podemos cantar em qualquer língua, mas o que interessa é a música, é uma linguagem universal. Não vejo porque não daqui a uns tempos cantar noutra língua, não ponho essa ideia de parte.

– Além de Elvis Presley, o que gostava de ouvir quando era criança?

Gosto muito de fado, cresci a ouvir fado e é um género musical pelo qual tenho muito respeito e gosto muito de ouvir, mas nem quero tocar por respeito. O meu pai gostava de nos fazer ouvir vários géneros musicais, como a música clássica, Elvis, Diana Krall, Diana Ross. O meu pai sempre quis mostrar-me que existe muito mais para além do que nos mostram. E com a internet descobri cada vez mais.

– Com que artistas gostava de poder trabalhar um dia?

A Joss Stone, por exemplo, adoro a voz dela. Vi-a no Coliseu de Lisboa e fiquei completamente rendida, foi um espectáculo maravilhoso. Tem uma banda muito boa e acho que seria um grande privilégio poder trabalhar um dia com ela ou com o John Mayer, que também adoro.

VHS/JLC


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