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Domingo na Rockhal: Paula Fernandes apresentou “Amanhecer” aos fãs do Luxemburgo
Cultura 14 3 min. 28.03.2016 Do nosso arquivo online

Domingo na Rockhal: Paula Fernandes apresentou “Amanhecer” aos fãs do Luxemburgo

Domingo na Rockhal: Paula Fernandes apresentou “Amanhecer” aos fãs do Luxemburgo

Cultura 14 3 min. 28.03.2016 Do nosso arquivo online

Domingo na Rockhal: Paula Fernandes apresentou “Amanhecer” aos fãs do Luxemburgo

A artista brasileira Paula Fernandes trouxe no domingo um novo espectáculo ao Luxemburgo, na apresentação do seu novo álbum “Amanhecer”, lançado em Outubro.

Este trabalho “mostra uma Paula mais leve, com outra maturidade”, com temas que não são autobiográficos, sendo assim “muito diferente” do último, disse a artista mineira ao CONTACTO no domingo, na Rockhal, em Belval, à margem do concerto.

Este novo álbum “é mais ecléctico e mais universal, havendo novos arranjos visuais e respeitando a essência de cada música”, diz a cantora. Os temas de “Amanhecer” têm uma influência sertaneja, mas com sonoridades mais pop e mais próximas da Música Popular Brasileira (MPB), sem nunca perder a forte carga romântica. A cantora, que também é compositora, parece ter marcado uma era na música sertaneja, que até há pouco tempo era interpretada por duplas maioritariamente masculinas. Paula tornou-se a precursora de outras artistas naquele estilo de música. Ao nosso jornal afirmou acreditar “que muitas mulheres se revêem nas minhas músicas, o que as encoraja a entrar no meio sertanejo”. E conclui: “Embora eu não goste de me rotular, tenho influências do género que quero manter”.

Paula Fernandes entrou em palco, ao estilo de Mariah Carey  no dia anterior, vestindo um ’body’ preto (o da americana era branco). Perante meio milhar de espectadores, interpretou “Pronta pra você” do novo álbum, “Não precisa” das músicas mais conhecidas, e um tema inédito, “Vim te ver”. A cantora incentivou o público a participar, a marcar o ritmo com palmas, porém a utilização dos telemóveis e máquinas fotográficas sobrepunha-se à necessidade de a assistência se entregar. Antes de outras das músicas mais aclamadas, “Quando a chuva passar”, em que o acordeão de Sérginho Saraiva teve uma prestação fantástica, a formação interpretou “You´re still the one”, de Shania Twain, e a voz inconfundível de Paula Fernandes provou que existem bons ’covers’. Com uma postura calma em palco, a artista mostrou-se uma verdadeira “performer”, executando um concerto de rajada, interpretando três temas sem paragem, “Pra quem sabe sonhar”, “Esperando na janela” e “Espumas de vento”, ao mesmo tempo que tocou viola e mudou de roupa.

Já na parte final, Paula deixou a sua postura reservada e pediu a um espectador para subir ao palco. Depois desceu para cumprimentar o público a meio de uma canção. Foi o momento em que os espectadores acordaram e quiserem definitivamente participar no concerto.

Já no ’encore’, a cantora brincou com o público, falou da cultura mineira no Luxemburgo e na crise política no Brasil.

Este espectáculo da digressão “Amanhecer” marcou pela forte componente visual, na forma como os sete músicos são apresentados: no ecrã passam fotografias actuais e da infância de todos, intercaladas com imagens de Minas Gerais. Paula Fernandes partiu do Luxemburgo para São Paulo, onde vai gravar o DVD “Amanhecer”, que “será um grande marco”, disse a artista.

TELEMÓVEIS INTERFEREM COM CONCERTO

No final do concerto, o CONTACTO falou com espectadores que lamentaram a prestação da artista, por considerarem que esta não conseguiu cativar todo o público. A artista defendeu-se: “Tenho tido uma atitude reservada em toda a minha vida, mas considero que cativei os meus espectadores”, disse ao CONTACTO.

O que a nossa reportagem reparou é que com o aumento de telemóveis com câmaras incorporadas, muito são os artistas que se queixam que os espectadores têm prioridade em registar e partilhar os concertos nas redes sociais em vez de apreciar e participar num espectáculo ao vivo.

Vanessa Castanheira

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