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Dez anos da morte de Saramago assinalados com leituras "virtuais" dos seus romances
Cultura 2 min. 18.06.2020

Dez anos da morte de Saramago assinalados com leituras "virtuais" dos seus romances

Dez anos da morte de Saramago assinalados com leituras "virtuais" dos seus romances

Foto: HANNAH
Cultura 2 min. 18.06.2020

Dez anos da morte de Saramago assinalados com leituras "virtuais" dos seus romances

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
De Lisboa a Toronto, o escritor português e a sua obra são recordados através da evocação das suas palavras pelos outros. No final deste ano, estreia uma nova adaptação cinematográfica de um dos seus livros.

O início da pandemia fez disparar em Itália as vendas de o 'Ensaio sobre a Cegueira', de José Saramago. O livro que retrata uma epidemia de cegueira, de causas desconhecidas e que a partir daí discorre sobre a natureza humana perante as adversidades, é um dos mais conhecidos do autor e já foi adaptado ao cinema. A sua procura, numa altura como esta, prova a atualidade da obra de Saramago e coloca o escritor no patamar dos clássicos, quando se assinalam 10 anos sobre a sua morte.

José Saramago, o único Prémio Nobel da Literatura da língua portuguesa, morreu a 18 de junho de 2010. 


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Para homenagear o escritor português, nascido na aldeia de Azinhaga, Golegã, a 16 de Novembro de 1922, a Fundação José Saramago, em Lisboa, promove esta quinta-feira, data da sua morte, uma leitura do romance “Alabardas, alabardas, espingardas, espingardas”, pela voz de vários atores, numa sessão com transmissão ‘online’, que pode ser seguida em todo o mundo e que será transmitida através da Maple Live, a partir das 18h30 (hora de Lisboa).

Os três capítulos existentes da derradeira obra, inacabada, do escritor, serão lidos por Tiago Rodrigues, André Levy, Joana Manuel, como forma de assinalar “uma década de saudade, mas não de ausência”, como sublinha a Fundação, recordando todas as iniciativas, relacionadas com o autor e com a sua obra, que têm sido desenvolvidas nos últimos anos.

Entre elas contam-se a reedição de vários livros, o lançamento de dois romances inéditos, “Claraboia” e “Alabardas, alabardas, Espingardas, espingardas”, um volume dos seus diários (“Último Caderno de Lanzarote”) e uma conferência para entender o conjunto da sua criação, intitulada “Da Estátua à Pedra”, recorda o organismo.

Em torno da obra literária e do pensamento de Saramago, surgiram ao longo da última década projetos musicais, obras de teatro, filmes, exposições, congressos de literatura, encontros e manifestações cívicas em todo o mundo.

Este ano estreia uma nova adaptação ao cinema, neste caso do romance “O Ano da Morte de Ricardo Reis”, pelo realizador português João Botelho, com estreia marcada para 24 de setembro.  


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Os bilhetes para assistir à sessão de leitura virtual têm um custo de três euros e a receita reverte na totalidade para um Fundo de Apoio aos Profissionais da Cultura, que está a ser organizado.

À mesma hora em que será transmitida a leitura em Lisboa, mas em Toronto, no Canadá, o European Book Club daquela cidade dedicará uma sessão de leitura à obra de José Saramago. O livro proposto para leitura é o romance "Todos os Nomes" e a sessão decorrerá em inglês, na plataforma Zoom, e será moderada por Michael Baptista, da Universidade de Toronto.

Para os que preferem fazer a sua própria leitura, recorde-se que a Biblioteca Nacional do Luxemburgo dispõe de uma importante coleção relativa à obra do escritor. 




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