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De 11 a 15 de Outubro: Festival Atlântico traz Zambujo, Mayra Andrade e Dead Combo à Philharmonie
Cultura 5 3 min. 04.05.2016

De 11 a 15 de Outubro: Festival Atlântico traz Zambujo, Mayra Andrade e Dead Combo à Philharmonie

António Zambujo, Mário Laginha, Mayra Andrade e Dead Combo são alguns dos nomes que integram o festival Atlântico, agendado para Outubro na Philharmonie.


Incluído nos ciclos “Autour du Monde”  (Música do Mundo) e de jazz da Philharmonie, o festival Atlântico traz António Zambujo, Mayra Andrade e Moreno Veloso, entre outros, a uma das mais prestigiadas salas do Luxemburgo. São sete concertos em cinco dias, de 11 a 15 de Outubro.

António Zambujo actuou, só este ano, 17 vezes nos Coliseus de Lisboa e Porto. É considerado por muitos o pioneiro da nova geração de fadistas e hoje a sua miscigenação de estilos torna-o um artista único. A 12 de Outubro vai subir ao palco do grande auditório da Philharmonie com um convidado especial e já velho conhecido, o guitarrista brasileiro Marcello Gonçalves.

Waldemar Bastos, com Mingo Rangel e Mick Trovoada, abrem o festival no dia anterior, com “Cores de Sentimento”. A 13 de Outubro, Júlio Resende apresenta-se no mesmo palco com Moreno Veloso. Filho de Caetano Veloso, Moreno já compôs para Adriana Calcanhotto e para o próprio pai. “Um artista da nova geração de Música Popular Brasileira (MPB) mas com tradição musical familiar”, segundo Francisco Sassetti, o programador responsável pelo festival.

O pianista de jazz Júlio Resende é reconhecido pelas suas imensas e felizes colaborações com fadistas, tendo mesmo dedicado um álbum inteiro a Amália. “Amália por Júlio Resende” é um solo de piano dos fados mais conhecidos da fadista, e no último tema, “Medo,” acontece um dueto (im)possível e imprevisto -  a voz (gravada de Amália) acompanhada por Resende ao piano.

Mário Laginha e o seu trio habitual prometem uma sessão de puro jazz, com o britânico Julian Argüelles no saxofone. “É esta a alma do festival Atlântico: criar pontes e laços entre as culturas musicais”, explica ao CONTACTO Francisco Sassetti.

Dead Combo, a dupla de guitarristas portugueses, toca no dia 14 de Outubro. O duo vai dar ao festival uma aragem mais informal, atraindo outro tipo de público, acredita Sassetti. Com influências do fado até ao rock, a dupla instrumental é conhecida por temas tão dramáticos que poderiam ser todos incluídos em bandas sonoras cinematográficas, de Tarantino a Manoel de Oliveira.

A cantora cabo-verdiana Mayra Andrade actua no último dia do festival. Nascida em Cuba e viajante no mundo, é actualmente um dos maiores nomes da morna (música popular de Cabo Verde). Para terminar, no mesmo dia, os Fala Brasil Trio prometem um espectáculo mais informal, com o italo-luxemburguês Sérgio Tordini e os seus companheiros brasileiros, Tatta Spalla e Damilton Viana da Costa.

FESTIVAL ATLÂNTICO

Francisco Sassetti, o português responsável pela concepção do festival Atlântico na Philharmonie, diz que a organizar o evento é uma decisão óbvia. “O Atlântico foi uma escolha natural, sabendo que 20% da população no Luxemburgo é lusófona”, explicou. Para o programador, o nome do festival reflecte a ligação entre Portugal e as antigas colónias, já que “Atlântico é uma ligação entre as comunidades”, “é poético, apelativo, exótico e explícito”.

Durante cinco dias, todos os espaços da Philharmonie serão preenchidos pela cultura lusófona. A ideia “não é ser uma mostra, mas também o é”, diz Sassetti, acrescentando ainda que “há uma preocupação em descobrir projectos, músicos e atrair novos públicos”.

“Aproveitem o festival Atlântico. Que este seja um bom pretexto para conhecerem a Philharmonie, que se quer uma casa para todos”, apelou Sassetti.

O festival decorre de 8 a 16 de Outubro, mas o primeiro e o último dia estão reservados para projectos direccionados para alunos e oficinas. O preço dos bilhetes variam entre os 90 e 130 euros e estão à venda a partir de 18 de Agosto.

MARIZA REGRESSA EM 2017

A temporada 2016/2017 da Philharmonie traz também de volta Mariza ao Luxemburgo, a 7 de Abril do próximo ano.

A par da programação habitual, os ciclos de “Chill”, concertos ’afterwork’, vão continuar. Há cinco sessões por temporada e esperam-se momentos de jazz mais experimental e soft, do agrado do público em geral, e não apenas dos amantes do género. Mais informações no site www.philharmonie.lu.

Vanessa Castanheira