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"Das trevas à luz". Há um tesouro no Museu Nacional de História Natural
Cultura 5 2 min. 01.10.2020

"Das trevas à luz". Há um tesouro no Museu Nacional de História Natural

collection de 9.500 minerais du MNHN - Foto : Pierre Matgé/Luxemburger Wort

"Das trevas à luz". Há um tesouro no Museu Nacional de História Natural

collection de 9.500 minerais du MNHN - Foto : Pierre Matgé/Luxemburger Wort
Pierre Matgé
Cultura 5 2 min. 01.10.2020

"Das trevas à luz". Há um tesouro no Museu Nacional de História Natural

O Museu Nacional de História Natural adquiriu uma coleção de 9.500 minerais preciosos. Cerca de trinta destas pedras estarão no centro da nova exposição.

A partir de 22 de outubro e até 6 de junho no próximo ano, as pedras preciosas da coleção do brasileiro Jacques Cassedanne vão estar em exposição no Museu Nacional de História Natural do Luxemburgo. Apesar do museu ter herdado, em agosto, um conjunto de 9.500 pedras, nem todas vão estar visíveis. 

Armazenado em 102 caixas, o tesouro vai ficar, por enquanto, inacessível. Apenas trinta vão ser apresentados na exposição "Das trevas à luz". 

Em entrevista ao Wort, o curador da exposição explica que graças a esta contribuição "sem precedentes na história do museu", o Museu Nacional de História Natural está a aumentar em 20% a sua já rica coleção mineral de cerca de 50 mil espécies. Isto tem um valor científico e histórico inestimável, assim como o valor de mercado do prestigioso pacote. 

"Francamente, não pude pôr um preço nisso", admite Simon Philippo. "O valor é classificado de acordo com três critérios: a beleza da peça, a sua raridade, e depois há a parte histórica. Mas esta colecção é uma colecção de tudo". 

Presente "inestimável"

O museu do Luxemburgo herdou estas pedras da coleção privada de Jacques Cassedanne, professor emérito da Universidade do Rio de Janeiro. "No seu testamento, tinha deixado ao Museu Nacional de História Natural como legado da sua coleção, o fruto de 60 anos de estudo. Após a sua morte em 2018, isto foi transcrito como uma doação", admite Simon Philippo ao Wort. 

Desde 2003, que o carioca e a comunidades cientifica do Luxemburgo mantinham uma relação de proximidade, com visitas regulares tanto ao Brasil como ao Grão-Ducado. 

Luz e trevas 

Ao todo, a exposição reunirá cerca de uma centena de peças, incluindo cerca de trinta da coleção Cassedanne. Estes foram "escolhidos de acordo com três critérios: raridade, estética e pureza para mostrar às pessoas o que uma pedra preciosa pode ser cortada". 

Incluir o restante espólio prevê-se, no entanto, uma operação demorada. O trabalho do museu passa precisamente por integrar este grande volume de forma homogénea na coleção atual . "Isto levará muitos meses de trabalho a tempo inteiro, mas sabemos que esta não é a única tarefa", admite, sem hesitações, o curador. 

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