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Crítica de Cinema: Tim Burton goes to Hogwarths
Cultura 2 min. 05.10.2016

Crítica de Cinema: Tim Burton goes to Hogwarths

Quando Miss Peregrine pega na besta é mau sinal

Crítica de Cinema: Tim Burton goes to Hogwarths

Quando Miss Peregrine pega na besta é mau sinal
Cultura 2 min. 05.10.2016

Crítica de Cinema: Tim Burton goes to Hogwarths

Tim Burton é um cineasta sobredotado que surpreende graças a um estilo excêntrico, absurdo ou pela grande originalidade. Os fãs dividem-se sobre qual terá sido o seu último trabalho excecional, mas não é com “Miss Peregrine’s Home for Peculiar Children” que Burton regressa aos grandes momentos.

Tim Burton é um cineasta sobredotado que surpreende graças a um estilo excêntrico, absurdo ou pela grande originalidade. Os fãs dividem-se sobre qual terá sido o seu último trabalho excecional, mas não é com “Miss Peregrine’s Home for Peculiar Children” que Burton regressa aos grandes momentos.

Este último trabalho do realizador americano propõe imagens de sonho, mundos que só podem existir na imaginação.

O elenco de “Miss Peregrine’s Home for Peculiar Children” é de luxo. Burton escolheu como protagonista a sua nova musa, Eva Green, para contar a história de Jacob (Asa Butterfield), um adolescente que trabalha numa loja de conveniência, que tem poucos ou nenhuns amigos e que não se entende nada bem com os pais. Sobra-lhe um avó que conta histórias de um lugar onde as crianças têm poderes especiais tais como voar ou serem invisíveis.

Um dia, o avó, moribundo, pede ao jovem que vá a esse mundo e ajude essas crianças tão especiais. É desnecessário dizer que Jacob aceita o desafio e vai entrar nessa dimensão paralela cheia de pessoas adoráveis, começando por Miss Peregrine, uma espécie de Mary Poppins que tem a capacidade de se transformar em pássaro.

A história que Tim Burton escolheu não é nada original no mundo do cinema de 2016. Adaptado do livro de Ransom Riggs – que esteve mais de um ano no primeiro lugar do top de vendas norte-americano – propunha uma original abordagem das habituais histórias fantásticas para jovens. Na obra de Riggs encontram-se elementos dos X-Men, Harry Potter, viagens no tempo e... nada de totalmente original. Contudo, a macedónia de ideias que o escritor cozinhou funciona e conquistou muitos leitores.

Tim Burton podia ter aproveitado o que a receita de Riggs tinha de melhor mas preferiu acrescentar-lhe elementos ainda mais bizarros.

De forma geral, o filme parece longo e propõe um final que deixa a impressão de precipitação. Apesar dos defeitos, “Miss Peregrine’s Home for Peculiar Children” é uma aventura fresca e cativante que deve agradar ao público mais jovem.

Burton, apesar de aparentar falta de ideias, continua a saber propor imagens belíssimas, coloridas como um filme dos anos 50, e que ajudam a dar vida a um enredo encarnado por atores de várias gerações, mas todos eles inspirados e motivados pela história.

Eva Green é perfeita no papel de Miss Peregrine: suficientemente excêntrica mas sem cair na caricatura.

Samuel L. Jackson é o mau da fita. O ator propõe um humor elaborado que conquista todos os espetadores enquanto se veste com cores que não lembram aos mais pintados.

Asa Butterfield é um dos representantes da nova geração. O ator que se tornou famoso, muito mais novo, em “Hugo”, cria um protagonista competente e convincente.

E que dizer de Judi Dench e Terence Stamp, atores que nunca erram nos tons e nas formas que escolhem para abordar as suas personagens.

“Miss Peregrine’s Home for Peculiar Children” é uma boa escolha para apresentar aos jovens o mundo de Tim Burton; uma espécie de introdução que os ajudará a descobrir os seus trabalhos maiores.

“Miss Peregrine’s Home for Peculiar Children” de Tim Burton, com Asa Butterfield, Eva Green, Samuel L. Jackson, Judi Dench, Terence Stamp e Ruper Everett.