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Crítica de cinema: Rogue One-A Star Wars Story : Uma guerra sem estrelas
Rogue One

Crítica de cinema: Rogue One-A Star Wars Story : Uma guerra sem estrelas

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Cultura 2 min. 21.12.2016

Crítica de cinema: Rogue One-A Star Wars Story : Uma guerra sem estrelas

CRITICA DE CINEMA, POR RAÚL REIS - Antes de escrever sobre qualquer filme da saga “Star Wars” é obrigatório assumir de que lado se está relativamente à “Força”. Quer dizer, se somos fãs ou apenas cinéfilos.

CRITICA DE CINEMA, POR RAÚL REIS - Antes de escrever sobre qualquer filme da saga “Star Wars” é obrigatório assumir de que lado se está relativamente à “Força”. Quer dizer, se somos fãs ou apenas cinéfilos.

E eu sou apenas cinéfilo. Aprecio ficção científica mas não passo noites sem dormir à espera da estreia da próxima tirada da saga “Star Wars”. Para os verdadeiros fãs, esta declaração cataloga-me entre os ateus pouco merecedores de respeito.

Contudo, a minha cinefilia e, reconheço, uma certa curiosidade, obrigaram-me a ver “Rogue One: A Star Wars Story” que é o oitavo filme da série mas que, na verdade, deve ser visto como o quarto. Eu explico: se o estimado leitor for um desconhecedor da saga “Star Wars” deverá ver os três filmes originais, depois tem de ver este, e depois segue para “The Force Awakens”, “Revenge of the Sith”, “The Phantom Menace” e, finalmente, “Attack of the Clones”. Esta é a minha opinião pessoal mas na internet encontrará outras muito mais fiáveis além de muitos debates sobre o assunto.

Esta confusão acontece porque os criadores deste enorme produto de marketing optaram por fazer sequelas e prequelas que apenas os iniciados podem entender fora da sua ordem natural de produção.

E aproveito aqui para sugerir que partilhe em família os oito episódios nesta época natalícia. Depois conte-nos como foi.

“Rogue One: A Star Wars Story” é uma edição bastante simplista em termos de argumento quando comparado com outros episódios. As tramas políticas não são muito complicadas e as personagens ficam pelo esboço. O realizador Gareth Edwards debita uma batalha interminável que talvez agrade aos fãs mas que conseguiu adormecer mais do que um no dia em que fui ao cinema.

Fica também a impressão de que o realizador queria despachar o assunto sem grandes esforços de criatividade. Pior: parece que os produtores tinham por objetivo tornar o filme acessível a todos os públicos (mesmo aqueles que, como eu, não percebem nada da saga) e terão, por isso, pedido a outros realizadores para criarem mais alguns momentos para que ninguém se perdesse na história.

Rogue One: A Star Wars Story de Gareth Edwards, com Felicity Jones, Diego Luna, Ben Mendelsohn, Donnie Yen, Forest Whitaker, Mads Mikkelsen, Jimmy Smits, Peter Cushing e James Earl Jones.

por Raúl Reis

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