Escolha as suas informações

Crítica de cinema: “Ghost in the Shell” - O regresso de Scarlett
Ghost in the shell

Crítica de cinema: “Ghost in the Shell” - O regresso de Scarlett

Ghost in the shell
Cultura 05.04.2017

Crítica de cinema: “Ghost in the Shell” - O regresso de Scarlett

Antes de mais nada quero pedir desculpa aos fãs de manga e de anime. Só eles podem julgar devidamente a versão cinematográfica de “Ghost in the Shell”. Admitindo a minha ignorância neste domínio, aqui vou falar apenas do filme realizado por Rupert Sanders.

Antes de mais nada quero pedir desculpa aos fãs de manga e de anime. Só eles podem julgar devidamente a versão cinematográfica de “Ghost in the Shell”. Admitindo a minha ignorância neste domínio, aqui vou falar apenas do filme realizado por Rupert Sanders.

“Ghost in the Shell” vai, obviamente, buscar a inspiração à história de Masamune Shirow mas recupera muitas boas ideias de “Blade Runner” ou “Matrix”, sabendo que este último se baseou sobretudo na obra original.

Apesar de se tratar de uma película em que os efeitos especiais estão sempre presentes, o desempenho brilhante de uma atriz como Scarlett Johansson torna credível uma personagem tão original como é Mayor. No elenco destaca-se Pilou Asbæk no papel de Batou mas também Takeshi Kitano como Aramaki.

Os puristas esperavam talvez uma atriz asiática mas os criadores do filme resolveram muito bem o problema, mas é preciso ver o filme para obter a resposta. Aliás, o que não falta são surpresas ao longo dos 107 minutos que dura a película. O filme de Sanders oferece um verdadeiro cartão do cidadão da protagonista e, se calhar, vai longe demais nas revelações.

Apesar de todas as suas falhas, estamos perante um espetáculo visual extraordinário. Da metrópole futurística com um labirinto de prédios imponentes até às ruas claustrofóbicas, os efeitos visuais não param de impressionar durante todo o filme.

Contudo, aquilo que deveria ser um ponto forte de uma obra deste género, as cenas de ação deixam muito a desejar pelo abuso da câmara lenta e porque são, frequentemente, demasiado rápidas para impressionarem.

“Ghost in the Shell” é um bom momento de entretenimento, mas não deixa vontade de ser revisitado nem de voltar aos cinemas para uma sequela se os seus criadores assim o decidirem.

Raúl Reis

“Ghost in the Shell” de Rupert Sanders, com Scarlett Johansson, Michael Pitt, Juliette Binoche, Michael Wincott, Pilou Asbæk e Takeshi Kitano.

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba a nossa newsletter das 17h30.