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Concerto ao lado de Ceuzany: Elida Almeida estreou-se no Luxemburgo com casa cheia
Cultura 18 2 min. 28.02.2016

Concerto ao lado de Ceuzany: Elida Almeida estreou-se no Luxemburgo com casa cheia

Cultura 18 2 min. 28.02.2016

Concerto ao lado de Ceuzany: Elida Almeida estreou-se no Luxemburgo com casa cheia

As cantoras cabo-verdianas Elida Almeida e Ceuzany deram este sábado um concerto que lotou o Centro Cultural Tramsshapp, em Limpertsberg, na capital. A estreia de Elida no Grão-Ducado não podia ter corrido melhor, ao lado de Ceuzany, habituada a cantar no país.


Elida Almeida é a cantora cabo-verdiana do momento e este concerto foi uma estreia no Luxemburgo, depois de andar por vários países europeus e Estados Unidos de América a promover o seu primeiro álbum "Ora doci, ora margós" (Ora doce, ora amargo), editado em 2014, com uma fina mistura do típico estilo da música tradicional cabo-verdiana com pop e blues.

"Ora doci era margós", segundo a cantora, retrata a vida de muitos cabo-verdianos e também os "momentos bons e maus" que teve de enfrentar ainda muito jovem, como as dificuldades económicas, a perda do pai, a maternidade precoce, entre outros.

"Cada vez que canto esta música revivo a minha história e é curioso porque esta é a música com que o público me identifica. É a mais cantada em todos os meus concertos e hoje [sábado] não foi excepção ver este auditório cantando comigo este tema", sublinhou ao CONTACTO a cantora dos também sucessos "Leban ku bó" e "Joana", outros temas mais cantados pelos fãs que esgotaram a sala de espectáculos Tramsshapp.

O álbum contém 12 faixas, nove da sua autoria e três em homenagem aos seus cantores de inspiração: "Sofá", de Katxás; "Txuputin kuntau", de Uziel Sança e "Mar sagrado" de Jorge Silva Tavares.

Natural de Pedra Badejo (interior da ilha de Santiago), Elida Almeida, 23 anos, disse ao CONTACTO que a sua paixão pela música surgiu ainda em criança, tendo sempre como fonte de inspiração a sua história de vida, o aspecto cultural da sua cidade e alguns músicos cabo-verdianos de renome.

Com apenas dois anos no mercado da música, a "simples, espontânea e muito comunicativa" cantora conta já com dois grandes prémios, ambos ganhos em 2015: artista revelação nos Cabo Verde Music Awards e o prémio "Découvertes RFI", concurso anual que distingue novos talentos musicais no continente africano.

"Foi uma honra para mim vencer o prémio RFI já que sempre concorrem grandes músicos africanos e sem duvida não esperava vencer", desabafou Elida, dizendo que este prémio é também mérito do seu produtor artístico Hernani Almeida e do produtor musical e manager Djó da Silva, da produtora Harmonia/Lusafrica.

A outra grande atracção da noite foi a já veterana em concertos no Luxemburgo, Ceuzany que cantou a agitou a plateia de Tramsshapp com as músicas já conhecidas do grande público, entre as quais a badalada "Mnin de Rua"e "Conquista Maria".

Depois da passagem pela banda cabo-verdiana "Cordas do Sol", Ceuzany lançou-se há quatro anos numa carreira a solo, contando já com dois álbuns, "Nha vida" (2012) e "Mindel d'Novas" (2015).

Segundo Ceuzany este concerto serviu também para promover o seu mais recente trabalho discográfico.

As duas cantoras actuaram ainda este domingo à tarde para os mais novos na discoteca Factory12, em Foetz.

Elida Almeida e Ceuzany seguem nos próximos dias para mais concertos nos Estados Unidos da América, para regressar novamente à Europa.

Janine Garcia

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