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"Comboio do Luxemburgo": Museu de Vilar Formoso vai ter núcleo sobre judeus luxemburgueses
O futuro museu “Vilar Formoso, Fronteira da Paz” vai ter um núcleo dedicado aos refugiados do "comboio do Luxemburgo"

"Comboio do Luxemburgo": Museu de Vilar Formoso vai ter núcleo sobre judeus luxemburgueses

O futuro museu “Vilar Formoso, Fronteira da Paz” vai ter um núcleo dedicado aos refugiados do "comboio do Luxemburgo"
Cultura 13.10.2016

"Comboio do Luxemburgo": Museu de Vilar Formoso vai ter núcleo sobre judeus luxemburgueses

O futuro museu “Vilar Formoso, Fronteira da Paz”, previsto ser inaugurado em abril ou maio de 2017, vai ter um núcleo dedicado ao “comboio do Luxemburgo” que não chegou a entrar em Portugal.

O futuro museu “Vilar Formoso, Fronteira da Paz”, previsto ser inaugurado em abril ou maio de 2017, vai ter um núcleo dedicado ao “comboio do Luxemburgo” que não chegou a entrar em Portugal.

“Vai ter um núcleo específico, com testemunhos e documentação, dedicado a este episódio do comboio. As pessoas estiveram em Vilar Formoso, viram a liberdade, mas não puderam passá-la”, disse ao Contacto a coautora do livro "O Comboio do Luxemburgo" e responsável do futuro museu, Margarida Ramalho.

Este trabalho conjunto das investigadoras Margarida Ramalho e Isabel Flunser Pimentel acaba por ser fruto do processo de preparação do museu e de outras publicações.

"O museu começou a ter todo este processo de investigação em 2013, quando trouxemos Rachel Galler Wolf a Vilar Formoso, convidada pela Câmara Municipal de Almeida. Já que não tinha conseguido entrar em 1940, entra em 2013. A Isabel já tinha escrito passagens nos livros dela sobre este episódio do comboio, mas é no contexto do museu que isto tem um outro arranque, quando eu chego à fala com a Rachel Wolf", conta Margarida Ramalho.

É nesta sequência que as duas investigadoras resolvem juntar os materiais para construir "este livro mais aprofundado sobre o mesmo assunto".

Os emigrantes que passarem pela principal fronteira terrestre portuguesa vão poder ver a partir de abril ou maio do próximo ano, nos dois antigos armazéns dos Caminhos de Ferro Portugueses (CP), o “antes e o depois da Segunda Grande Guerra Mundial”.

O destaque vai para o “espaço opressivo”, o núcleo da “Viagem”, que documenta a chegada a Vilar Formoso, e o papel de Aristides Sousa Mendes na concessão de vistos e na abertura das fronteiras portuguesas.

Apelidado também de “Memorial aos Refugiados e ao cônsul Aristides de Sousa Mendes”, o museu vai incluir sub-núcleos de cidades que receberam os refugiados: Porto, Coimbra, Figueira da Foz, Caldas da Rainha, Estoril, Sintra, Lisboa, Praia das Maçãs, entre outras localidades.

Henrique de Burgo

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