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Documentário sobre os portugueses Borderlovers no Luxemburgo selecionado para Cannes
Cultura 3 min. 08.07.2021
Cinema

Documentário sobre os portugueses Borderlovers no Luxemburgo selecionado para Cannes

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Documentário sobre os portugueses Borderlovers no Luxemburgo selecionado para Cannes

Foto: Chris Karaba
Cultura 3 min. 08.07.2021
Cinema

Documentário sobre os portugueses Borderlovers no Luxemburgo selecionado para Cannes

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
O registo do trabalho que a dupla Pedro Amaral e Ivo Bassanti apresentou no Luxemburgo, antes de 2020, é uma das produções incluídas no catálogo de curtas-metragens do Festival de Cinema de Cannes.

'Borderlovers', o documentário realizado e produzido no Luxemburgo, sobre a dupla de artistas portugueses com o mesmo nome, foi selecionado para o catálogo de curtas-metragens (Short Film Corner) do Festival de Cinema de Cannes, que começou esta terça-feira, 6 de julho.

Realizado por François Baldassare, o documentário retrata e acompanha os trabalhos do duo, formado por Pedro Amaral e Ivo Bassanti, no Grão-Ducado.

Imagem do documentário.
Imagem do documentário.
Foto: DR

"Quando Pedro e Bassanti chegam, ninguém sabe o que esperar. A dupla Borderlovers foi convidada pelo Centro Cultural Português Camões e pela Cidade do Luxemburgo para cobrir as paredes com os retratos dos seus artistas. Eles chegam, tomam o pulso, e depois põem-se a trabalhar, noite e dia", refere a sinopse do filme, que conta com a produção da Canopée Produktion.


Pedro Amaral. “Gostava que a arte pertencesse às pessoas”
Os Borderlovers, a dupla de artistas portugueses Pedro Amaral e Ivo Bassanti , regressaram ao Luxemburgo para apresentar “Collage/Décollage”, uma exposição que retrata personalidades portuguesas e luxemburguesas, numa tentativa de enaltecer o lado "mais luminoso" dos dois países.

Presença regular no Luxemburgo, nos últimos anos, os artistas apresentaram em meados de 2019, antes da pandemia, a exposição “Collage/Décollage”,onde retratavam personalidades portuguesas e luxemburguesas, através das quais procuravam levar ao público o lado "mais luminoso" dos dois países, como explicaram numa entrevista ao Contacto, na altura.

"Esta exposição vai buscar o que foi feito no ano passado [os Borderlovers, estiveram também no Luxemburgo em 2018, no âmbito das comemorações do 10 de junho]. Começa onde a outra acabou. Mesmo na prática, há uma série de peças que usaram coisas que foram descoladas daqui no ano passado. Porque nós não pintamos murais. É uma espécie de mistura entre streetart e arte de galeria, porque o que nós colamos na rua são mesmo pinturas feitas à mão, únicas. No ano passado, as ruas do Luxemburgo foram a nossa galeria", lembrou Pedro Amaral nessa entrevista, que pode ler na íntegra aqui

Apesar do lado luminoso, a arte dos Borderlovers não abdica de evocar questões sociais e políticas, escolhendo figuras que romperam barreiras, em prol dos outros e da emancipação humana e individual.  Por isso, cruzam também eles as  fronteiras para juntar referências portuguesas e luxemburguesas, como antes já tinham feito, com figuras lusitanas e francesas.

Em 2017 já tinham explorado a associação entre vultos portugueses e franceses, a convite do Instituto Camões, em França, pondo lado a lado Amália Rodrigues e Édith Piaf ou Fernando Pessoa e Marcel Proust.


Mural dedicado a portugueses e luxemburgueses, no Grund
Figuras portuguesas e luxemburguesas decoraram a capital por ocasião do 10 de junho
As comemorações do 10 de junho, Dia de Portugal e das Comunidades Portuguesa, terminaram ontem, sexta-feira, com um mural que homenageia os ícones da cultura portuguesa e luxemburguesa, da autoria dos Borderlovers, no Grund, na capital.

No Luxemburgo, os Borderlovers uniram Sophia de Mello Breyner à poetisa luxemburguesa Anise Koltz, na rue de Notre Dame, Sérgio Godinho a Serge Tonnar, no exterior da Biblioteca Nacional, Almada Negreiros a Joseph Kutter, num mural no Marché aux Poissons, para citar alguns exemplos do trabalho dos artistas, nas ruas da capital do Grão-Ducado, em 2018, e que no ano seguinte regressaria ao país, dessa vez com o projeto 'Collage/Décollage', exibido no Centro Cultural Português - Camões.

Essa exposição, que esteve patente de julho a outubro, foi acompanhada, no dia da abertura pela estreia do documentário de François Baldassare, que captou o trabalho artístico anterior, nas ruas do Luxemburgo. É esse registo que agora integra o catálogo de curtas-metragens do Festival de Cannes, onde estão reunidas produções das seleções de Cannes (Competição Oficial, Cinefondation, Semana da Crítica, Quinzena dos Realizadores) e os filmes do catálogo de Curtas Metragens no mercado. 

Associado a isso, decorre, no âmbito do Festival de Cinema de Cannes, o Short Film Corner/Rendez-vous Industry, um fórum dedicado às curtas-metragens. Os eventos relacionados com esta secção acontecem durante a próxima semana e têm como objetivo fomentar os laços entre a criação e a indústria, sendo uma oportunidade para os produtores de serem o foco das atenções do mercado cinematográfico internacional.

Durante cinco dias, é desenvolvido um programa de encontros profissionais, com workshops e painéis em torno de temas específicos, tais como distribuição, coprodução e projeção em festivais. 

Através das suas várias iniciativas, este fórum apoia projetos de curtas-metragens em desenvolvimento, apresenta trabalhos em pós-produção e primeiros projetos de longas-metragens. 


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