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Bienal de Arte de Veneza abre hoje. Luso-luxemburguês Marco Godinho representa o Grão-Ducado
O artista plástico luso-luxemburguês, Marco Godinho, rodeado pelos curadores, Kevin Muhlen e Stilbé Schroeder, e pela ministra da Cultura, Sam Tanson.

Bienal de Arte de Veneza abre hoje. Luso-luxemburguês Marco Godinho representa o Grão-Ducado

Foto: Hick
O artista plástico luso-luxemburguês, Marco Godinho, rodeado pelos curadores, Kevin Muhlen e Stilbé Schroeder, e pela ministra da Cultura, Sam Tanson.
Cultura 3 min. 11.05.2019

Bienal de Arte de Veneza abre hoje. Luso-luxemburguês Marco Godinho representa o Grão-Ducado

Marco Godinho representa o Luxemburgo e já é apontado como um dos favoritos para ganhar o prémio final, o Leão de Ouro.

A 58.ª Bienal de Arte de Veneza, em Itália, abre hoje ao público e anuncia o palmarés do certame, este ano com o tema “Tempos Interessantes”, apresentando projetos de 91 países. O artista plástico luso-luxemburguês, Marco Godinho, representa o Luxemburgo e já é apontado como um dos favoritos para ganhar o prémio final, o Leão de Ouro.

A cerimónia de apresentação do palmarés - cujo maior prémio é o Leão de Ouro – teve início às 11h00, segundo a organização do certame dedicado à arte contemporânea.

A exposição da representação do Grão-Ducado na Bienal de Arte de Veneza 2019 teve a sua pré-inauguração na quinta-feira. Presentes no evento estiveram as ministras da Cultura do Luxemburgo, Sam Tanson, e de Portugal, Graça Fonseca.

O projeto de Godinho para a Bienal de Veneza, intitulado "Written by Water" ("Escrito pela Água"), começou em 2013 e levou o artista plástico a mergulhar em vários pontos do Mediterrâneo, de Marselha a Lampedusa, passando por Gibraltar, Nápoles, Nice, Palermo e Tunísia. Com ele mergulham cadernos em branco, que depois retêm as marcas do mar, uma performance que evoca a tragédia dos refugiados e, com ela, a Odisseia, de Homero. Como explicou em março em conferência de imprensa, agora, do Luxemburgo a Veneza, "é uma odisseia no sentido contrário aos fluxos migratórios recentes", num movimento que "opera assim um regresso ao Mediterrâneo, berço da sociedade contemporânea e das narrativas gregas às quais o mar serviu de palco".


Marco Godinho leva a Veneza "remédio contra racismo" feito de aguardente luso-luxemburguesa
A região demarcada do artista plástico, filho de imigrantes portugueses no Luxemburgo, é o mundo todo. A exposição com que vai representar o Luxemburgo na Bienal de Veneza é uma coleção de fragmentos das suas explorações, espécie de Odisseia infinita.

O filho de imigrantes portugueses no Luxemburgo é apontado como um dos favoritos ao Leão de Ouro. O jornal francês Le Quotidien de l'Art escolheu-o como um dos quatro favoritos ao Lion d'Or, a par com França, Rússia e Gana. Por sua vez, o Le Monde considera que o pavilhão, "que associa Homero ao desastre atual dos refugiados no Mediterrâneo, tem uma dimensão poética" e o Washington Post nomeia-o na recensão à inauguração da bienal.


Marco Godinho, o "nosso homem" em Veneza
O artista plástico Marco Godinho foi escolhido para representar o Luxemburgo na Bienal de Veneza, no próximo ano. É a consagração que faltava ao artista luso-luxemburguês, filho de imigrantes portugueses.

Portugal também vai marcar presença em Veneza, com a artista Leonor Antunes. Em declarações recentes à agência Lusa antes da inauguração, a artista definiu a exposição como "uma segunda pele" criada naquele palácio histórico, onde nasceram diálogos entre a sua obra e a cidade.

A artista de 47 anos, que reside em Berlim há 15 anos, foi escolhida pelo curador João Ribas para criar um projeto de representação oficial portuguesa.

Intitulado “a seam, a surface, a hinge or a knot” ("uma costura, uma superfície, uma dobradiça ou um nó", em tradução livre), o projeto resulta de uma pesquisa que tem vindo a realizar já há alguns anos, em anteriores exposições que fez em Milão e Veneza, sobre o trabalho de figuras importantes no contexto da arquitetura de Veneza, nomeadamente Carlo Scarpa, Franco Albini e Franca Helg e, mais recentemente, as arquitetas Savina Masieri e Egle Trincanato.

Também em Veneza, a artista portuguesa Joana Vasconcelos irá inaugurar hoje uma exposição num programa cultural paralelo à bienal, intitulada "What are you hiding? May you find what you're looking for", comissariada por Nina Moaddel.

A exposição, que fica patente até 1 de novembro, apresenta duas obras no exterior, em frente aos jardins do San Clemente Palace Kempinski: "I'll Be Your Mirror", uma máscara veneziana gigante feita de espelhos, peça central da recente individual da artista no Museu Guggenheim Bilbao, e "Betty Boop", da série "Sapatos".

A 58.ª Exposição Internacional de Arte tem curadoria do britânico Ralph Rugoff, diretor da Hayward Gallery, em Londres.

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