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Beauty and the Beast: Leve os miúdos ao cinema e vá também
Num baile podem por vezes cruzar-se os casais mais improváveis

Beauty and the Beast: Leve os miúdos ao cinema e vá também

Num baile podem por vezes cruzar-se os casais mais improváveis
Cultura 29.03.2017

Beauty and the Beast: Leve os miúdos ao cinema e vá também

Esta crítica é, por si mesma, um “spoiler”. Em bom português: vou contar o fim da crítica já no princípio porque não aguento até ao fim. “Beauty and the Beast” é um filme fabuloso, lindíssimo que ninguém deve perder.

Esta crítica é, por si mesma, um “spoiler”. Em bom português: vou contar o fim da crítica já no princípio porque não aguento até ao fim. “Beauty and the Beast” é um filme fabuloso, lindíssimo que ninguém deve perder.

Numa das canções deste novo filme da Disney diz-se que (a tradução é minha e bastante livre) “pode estar lá qualquer coisa que não estava lá antes”. E é isto mesmo que acontece com “Beauty and the Beast”: o filme anterior (e a história que, pode dizer-se, já é do foro popular) era ótimo e marcou uma época nos anos 80 e 90. Mas esta evolução, realizada por Bill Condon, é mais do que a soma das partes, é mais do que a história que todos conhecemos, é mais do que atores de carne e osso ajudados pela informática.

Estamos na presença de um clássico mas com um toque de modernidade que cria surpresa e deixa uma sensação de empatia extraordinária. Este resultado não era, de todo, provável. Basta lembrar que alguns projetos semelhantes foram muito menos felizes, e alguns deles saíram da casa que está na origem deste. A Disney tem por hábito colocar no coração da ação o espetáculo, o entretenimento. Os seus artistas fazem isso há muitos anos, tanto na animação como nas obras com artistas de carne e osso. “Beauty and the Beast” é a demonstração final deste método.

O argumento assinado por Stephen Chbosky e Evan Spiliotopoulos moderniza a história com muita pinta e torna-a mais aceitável do que algumas das precedentes versões para todos os públicos ao eliminar o lado psicossexual da relação entre a bela e o monstro.

Emma Watson já fez esquecer os tempos em que era Hermione na saga Harry Potter e encarna Belle com inteligência e paixão. Dan Stevens é um belíssimo monstro, se me permitem a estranha expressão, e o contraponto entre os protagonistas ficará na história das versões desta fábula que já inspirou, direta ou indiretamente, tantos filmes.

“Beauty and the Beast” de Bill Condon, com Dan Stevens, Emma Watson, Luke Evans, Ewan McGregor e Josh Gad.

Raúl Reis

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