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Artista plástico Julião Sarmento morre aos 72 anos
Cultura 2 min. 04.05.2021

Artista plástico Julião Sarmento morre aos 72 anos

Fotografia de arquivo datada de 22 de novembro de 2012, do artista plástico Julião Sarmento.

Artista plástico Julião Sarmento morre aos 72 anos

Fotografia de arquivo datada de 22 de novembro de 2012, do artista plástico Julião Sarmento.
Foto: Lusa
Cultura 2 min. 04.05.2021

Artista plástico Julião Sarmento morre aos 72 anos

Lusa
Lusa
Julião Sarmento era um dos artistas portugueses mais reconhecido internacionalmente.

O artista plástico Julião Sarmento, um dos mais internacionais artistas portugueses, morreu esta terça-feira, em Lisboa, aos 72 anos, confirmou à agência Lusa a galerista Cristina Guerra.

Autor de uma obra multifacetada, representou Portugal na Bienal de Arte de Veneza em 1997 e foi alvo de uma exposição pela Tate Modern, em Londres, em 2011.

Em 2012, o Museu de Serralves, no Porto, organizou a mais completa retrospetiva até hoje realizada do seu trabalho, uma obra que mereceu também o reconhecimento com a atribuição do Prémio da Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA).

A Galeria Cristina Guerra divulgou também um comunicado, no qual confirmou a morte do artista, "com enorme tristeza", apontando-o como uma "figura central da arte portuguesa desde os anos 1970".

Julião Sarmento "foi o primeiro artista da sua geração a alcançar um amplo reconhecimento internacional, expondo em inúmeros museus e eventos de prestígio", e "afirmou-se como um dos grandes interpretes e pensadores no contexto da arte, e a sua vida e obra refletem uma dedicação total ao meio artístico e à arte contemporânea", sublinha a galeria.

No seu trabalho, combinava vários suportes, desde a pintura, a fotografia, o desenho, o vídeo, o som e a performance. "Possuidor de uma obra abrangente, cobrindo um vasto leque de meios, dotado de uma grande erudição e de uma capacidade de incluir uma amplitude de referências culturais, desde as mais populares às mais eruditas tendências contemporâneas da literatura, filosofia e cinema", recorda a galeria, no texto.

Além de ter representado Portugal na Bienal de Arte de Veneza de 1997, foi convidado ainda a participar nas edições de 1980 e 2001 deste certame, e noutras exposições internacionais como a Documenta, em 1982 e em 1987, e na Bienal de São Paulo, em 2002.

Julião Sarmento "pugnou durante toda a sua longa carreira, por apresentar ao público um trabalho de cariz experimental, com um desejo profundo de reflexão sobre o seu tempo”.

“Dotado de uma invulgar capacidade de estabelecer amizades duradouras no mundo da arte internacional, afirmou-se desde cedo, como grande embaixador do meio artístico nacional junto da comunidade internacional, sendo inúmeros os artistas, curadores, colecionadores e galerias em Portugal e no estrangeiro que beneficiaram da sua generosa amizade e dedicação", sublinha a Galeria Cristina Guerra, que o representava.

A galeria acrescenta ainda que o desaparecimento do artista, nascido em Lisboa a 04 de novembro de 1948, "deixa uma enorme dor e vazio" no meio cultural.

Várias vezes distinguido, Julião Sarmento recebeu a Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada em 1994, a Medalha de Prata de Mérito Municipal, de Sintra, em 1997, o Prémio Universidade de Coimbra, em 2009, bem como o prémio de Artes Plásticas da Associação Internacional de Críticos de Arte – Secção Portuguesa, em 2012, e o Prémio de Artes Casino da Póvoa, em 2013, segundo a lista de prémios que consta do ‘site’ do artista.

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