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Aos 78 anos: Morreu a cantora Madalena Iglésias
Cultura 2 3 min. 16.01.2018

Aos 78 anos: Morreu a cantora Madalena Iglésias

Madalena Iglesias.

Aos 78 anos: Morreu a cantora Madalena Iglésias

Madalena Iglesias.
Foto: Lusa
Cultura 2 3 min. 16.01.2018

Aos 78 anos: Morreu a cantora Madalena Iglésias

Madalena Iglésias morreu esta terça-feira aos 78 anos. Em 1966 venceu o Festival da Canção com a canção "Ele e Ela", que ficou para sempre na memória dos portugueses.

A cantora Madalena Iglésias, que venceu o Festival da Canção em 1966 com a música “Ele e Ela”, morreu esta terça-feira aos 78 anos numa clínica em Barcelona, Espanha, disse à Lusa uma fonte familiar. A par de Simone de Oliveira, tornou-se numa das vozes mais importantes da década de 60.

O velório da intérprete realiza-se esta terça-feira a partir das 18h, na sala 18 do Tanatório de Collserola, em Barcelona. A família fez uma publicação no Facebook a anunciar o mesmo.

Foi em 1966 que Madalena Iglésias venceu o Festival da Canção com “Ele e Ela”, um tema da autoria de Carlos Canelhas, música que ainda hoje os portugueses recordam. Devido ao sucesso que obteve no Festival, a canção “Él Y Ella”, a versão em espanhol, é editada em Espanha, França e Holanda.

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Madalena Iglésias nasceu no bairro de Santa Catarina, em Lisboa, a 24 de outubro de 1939. O percurso pela música iniciou-se cedo, tendo estudado no Conservatório e na Escola do Canto. Com apenas 15 anos, entrou para o Centro de Preparação de Artistas da Rádio da Emissora Nacional.

Em 1964 participou no I Grande Prémio TV da Canção Portuguesa com “Balada Das Palavras Perdidas” e “Na Tua Carta”. E é no mesmo ano que se estreia no cinema, ao lado de António Calvário, em “Uma Hora de Amor”, de Augusto Fraga e participa também no filme “Canção da Saudade”, de Henrique Campos.

Mais recentemente, em 2008, Madalena Iglésias participou no espetáculo intitulado “Num País Chamado Simone”, cantando “No Teu Poema”, para celebrar os 50 anos de carreira de Simone de Oliveira.

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No mesmo ano, foi também lançada uma fotobiografia da cantora, intitulada “Meu Nome é Madalena Iglésias”, da autoria de Maria de Lourdes de Carvalho. Em declarações à Lusa, a cantora admitiu que sempre se sentiu perseguida pelo complexo da beleza, apesar de reconhecer que “estava à frente” do seu tempo. No texto de abertura da sua fotobiografia, a intérprete referiu-se à sua carreira, que foi além fronteiras, como “um caminho percorrido com entusiasmo, alegria, êxitos e algumas nuvens”, acrescentado que sempre procurou cumprir a profissão com “rigor e dignidade”.

Madalena Iglésias mudou-se para Espanha em 1987, onde veio a falecer, aos 78 anos, numa clínica em Barcelona.

O cantor e compositor Tozé Brito lamentou a morte de Madalena Iglésias, considerando que marcou uma época e é um nome de referência na música portuguesa. “É um nome de referência da música portuguesa. É inevitável não falar da Madalena Iglésias, quando se fala da história da música portuguesa. Nesse sentido, tenho muito respeito por ela e imensa pena da sua morte”, disse.

Em declarações à agência Lusa, Tozé Brito, que não trabalhou nem escreveu nada para Madalena Iglésias, disse ter acompanhado “aquela geração”, que incluía nomes como Simone de Oliveira e António Calvário, entre outros.

Havia três ou quatro nomes que marcaram aquela época da música portuguesa, principalmente a Simone que foi ‘rival’ da Madalena Iglésias. Elas competiam por um lugar de rainhas da música portuguesa, de primeira dama na música portuguesa”, salientou.

Tozé Brito disse ainda que Madalena Iglésias “foi uma grande senhora, uma mulher com comportamento exemplar, lindíssima, com muito boa presença em palco e que um ídolo da televisão”.

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