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American Made: O dia em que Tom Cruise se tornou traficante
Filha, acredita, transportar droga vale mais do que ser piloto da Ryanair.

American Made: O dia em que Tom Cruise se tornou traficante

Filha, acredita, transportar droga vale mais do que ser piloto da Ryanair.
Cultura 2 min. 20.09.2017

American Made: O dia em que Tom Cruise se tornou traficante

Tom Cruise está de volta. Depois de alguns filmes de qualidade duvidosa, “American Made” era era aquilo que os fãs do ator mais bem pago do mundo esperavam?

Tom Cruise está de volta. Depois de alguns filmes de qualidade duvidosa, “American Made” era era aquilo que os fãs do ator mais bem pago do mundo esperavam?

O seu papel neste filme é o de um piloto de companhia aérea que se torna agente dos serviços secretos norte-americanos, a CIA. A personagem de Cruise é Barry Seal, um homem casado, aborrecido com a sua vida como piloto de aviação civil. O encontro com a CIA não é pacífico: Barry é apanhado a tentar levar para casa charutos cubanos.

Este “acidente” é o primeiro contacto do protagonista com a agência, onde vai acabar por fazer carreira graças à “guerra” que os Estados Unidos dirigem contra os regimes de esquerda e os traficantes de droga na América Latina.

Mas Barry Seal acaba por se tornar num agente duplo e começa a transportar droga do cartel de Medellín para a América.

Basta ver uns minutos de “American Made” para saber se vamos ou não apreciar esta obra assinada por Doug Liman. Eu gostei do aspeto nostálgico que oferecem as imagens de cassete VHS e as reportagens da época. Mas o mais motivante é o ritmo bem compassado e sem excessos que os criadores de “American Made” impuseram.

Cruise debita o seu habitual carisma, ao qual acrescenta um forte elemento cómico, nunca anteriormente visto na sua carreira. Os outros atores não lhe ficam atrás, com destaque para Sarah Wright e Domhnall Gleeson.

O realizador merece alvíssaras pela forma como consegue criar grandes momentos de tensão, através sobretudo de uma montagem brilhante. A forma como Liman coloca a câmara faz pensar nos grandes filmes sobre mafiosos italianos, na linha de Scorsese.

“American Made” não é uma obra-prima como as do realizador italo-americano, mas funciona bem e é um belíssimo momento de entretenimento. Trata-se também do melhor filme de Tom Cruise nos últimos anos, tendo ainda a virtude de contar uma história verdadeira que, por ser tão incrível, parece que só podia ter sido inventada.

Para quem gostar desta película aconselha-se vivamente a visualização de “Narcos”, a série televisiva disponível na plataforma Netflix, que mostra de forma brilhante “o lado colombiano” da aventura do tráfico de droga para os Estados Unidos.

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“American Made”, de Doug Liman, com Tom Cruise, Sarah Wright, Domhnall Gleeson, Jesse Plemons e Caleb Landry Jones.

Raúl Reis

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