Escolha as suas informações

Actriz luso-descendente do Luxemburgo entra em nova série histórica da RTP
A actriz, filha de imigrantes portugueses no Luxemburgo, começou ontem as gravações da nova série histórica da RTP, "Filhos do Rock"

Actriz luso-descendente do Luxemburgo entra em nova série histórica da RTP

A actriz, filha de imigrantes portugueses no Luxemburgo, começou ontem as gravações da nova série histórica da RTP, "Filhos do Rock"
Cultura 3 min. 03.09.2013

Actriz luso-descendente do Luxemburgo entra em nova série histórica da RTP

Os portugueses conhecem-na da primeira telenovela luxemburguesa, "Weemseesdet". Agora vão poder vê-la na nova série de época da RTP, "Filhos do Rock", ao lado de Catarina Furtado e Albano Jerónimo. Hana Sofia Lopes começou ontem as gravações em Lisboa.

A actriz Hana Sofia Lopes, nascida no Luxemburgo, ficou em segundo lugar no casting organizado pelo canal português para encontrar a protagonista da série "Filhos do Rock", entre 420 candidatas.

"Eu estava cá de férias e fui ao casting, que era supostamente para encontrar a Beatriz, a personagem principal. Eles gostaram de mim e ligaram-me no dia seguinte a dizer que tinham gostado muito do meu trabalho, e ofereceram-me o papel da Carla", contou a jovem luso-descendente ao CONTACTO, ao telefone a partir de Lisboa.

"Filhos do Rock" é a nova aposta da RTP em séries de época, depois do sucesso de "Conta-me Como Foi". A série, ainda sem estreia marcada, revisita os anos de 1978 a 1986 a partir da história das primeiras bandas rock, contando com participações especiais de músicos conhecidos, como Rui Veloso ou Jorge Palma.

Uma estreia na televisão portuguesa para uma actriz que já tinha chegado ao pequeno ecrã no Luxemburgo, com as sitcoms luxemburgueses "Weemseesdet" e "Comeback".

"Está a ser uma experiência excelente como actriz. Quando os ensaios começaram, há duas semanas, contracenei logo com a Dalila Carmo e o Albano Jerónimo, que eu admiro imenso depois de o ter visto na peça 'Um Eléctrico chamado Desejo', de Tenessee Williams, no Teatro Nacional Dona Maria", conta a actriz, que começou a gravar esta segunda-feira.

"A minha cena foi com a Isabel Abreu, e conseguimos fazer a cena num 'take', correu muito bem", diz.

A actriz garante que não se deixa deslumbrar, ela que aos 23 anos já tem cartas dadas no teatro e mesmo no cinema. Em Maio, terminou a rodagem de "Sexual Healing", uma co-produção belga, luxemburguesa e norte-americana sobre a vida do cantor Marvin Gaye.

"NUNCA TIVE O SONHO DE SER ACTRIZ"

Sofia Lopes nasceu no Luxemburgo em 1990 e fez o liceu no Grão-Ducado, mas quando decidiu estudar teatro escolheu o Conservatório em Lisboa. Foi "quase um acaso" que a levou à representação.

"Nunca tive o sonho de ser actriz em pequena, porque era muito tímida. Mas quando tinha 14 anos, estava a estudar no Athenée, onde havia muitos luxemburgueses, e todos eles tinham milhentas actividades extra-curriculares. Eu não tinha nada. Informei-me e vi que no Conservatório tinham aulas de teatro".

Uma das professoras era a directora do Teatro do Centauro, Marja-Leena Junker, um ícone do teatro luxemburguês. "Ela é que me incentivou. Eu comecei nas aulas para passar o tempo, mas ela disse-me: 'Sofia, tu tens mesmo de tentar ir para um Conservatório Superior, tens mesmo talento'".

Por essa altura Sofia estava decidida a seguir a carreira de actriz, mas a família opunha-se.

"Os meus pais eram completamente contra, ainda por cima porque eu terminei o Clássico com 'mention Bien' e podia ir para qualquer curso que escolhesse. Mas negociei com o meu pai. Combinei com ele que à cautela me ia inscrever em Direito na Sorbonne. Se não entrasse no Conservatório em Portugal, ia estudar Direito para Paris".

O pai ficou descansado. No ano em que Sofia se candidatou ao Conservatório, havia 400 candidatos para 14 vagas, e o pai nunca pensou que Sofia sobrevivesse às audições. "Quando afinal entrei, o meu pai pensou: 'Hummm... Se calhar até tens jeito para isto'".

A carreira da jovem actriz não tem parado de prová-lo.

Paula Telo Alves