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Abdulrazak Gurnah vence o Nobel da Literatura 2021
Cultura 2 min. 07.10.2021
Prémio

Abdulrazak Gurnah vence o Nobel da Literatura 2021

O escritor da Tanzânia vive em Londres e já publicou dez romances e vários contos.
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Abdulrazak Gurnah vence o Nobel da Literatura 2021

O escritor da Tanzânia vive em Londres e já publicou dez romances e vários contos.
Ilustração: Niklas Elmehed
Cultura 2 min. 07.10.2021
Prémio

Abdulrazak Gurnah vence o Nobel da Literatura 2021

Redação
Redação
O romancista da Tanzânia Abdulrazak Gurnah é o vencedor do Prémio Nobel da Literarura 2021, anunciou esta quinta-feira a Academia Sueca, numa conferência de imprensa.

O prémio Nobel da Literatura foi atribuído a Gurnah “pela sua penetração descomprometida e compassiva dos efeitos do colonialismo e do destino dos refugiados no espaço entre culturas e continentes”.

O romancista tanzaniano escreve em inglês e vive em Londres, no Reino Unido. 

Os seus romances mais famosos são Paradise (1994), que foi nomeado para os prémios Booker e Whitbread Prize, Desertion (2005) e By the Sea (2001), que foi selecionado para o Booker e para o Los Angeles Times Book Award.

Abdulrazak Gurnah, que nasceu em 1948 em Zanzibar, na Tanzânia, e vive desde a adolescência no Reino Unido. Agora é professor e diretor de Estudos de Pós-Graduação no Departamento de Inglês da Universidade de Kent.

Abdulrazak Gurnah sucede assim à poeta Louise Glück, que venceu o prémio no ano passado, ao romancista, poeta e dramaturgo Peter Handke, premiado em 2019, e à romancista e contista Olga Tokarczuk, em 2018.

No entender do comité sueco, a obra literária de Abdulrazak Gurnah é um "retrato vívido e preciso de uma outra África, numa região marcada pela escravatura e por diferentes formas de repressão de vários regimes e poderes colonialistas: português, indiano, árabe, alemão e britânico".  

É o primeiro autor negro africano laureado desde 1986

Abdulrazak Gurnah é o primeiro autor negro africano a ser reconhecido pela Academia Sueca em mais de trinta anos, depois do nigeriano Wole Soyinka, laureado nos anos 1980.

O escritor é o 118.º laureado na história do Nobel da Literatura, mas há mais de três décadas que nenhum escritor africano negro era reconhecido com aquele prémio.

Anteriormente, tinha sido o escritor nigeriano Wole Soyinka, em 1986.

Perante um galardão que é "historicamente muito ocidental", como escreve a agência France Presse, a última vez que a Academia Sueca distinguiu um autor africano com o Nobel da Literatura foi em 2003, ao sul-africano J.M. Ccoetzee.

De toda a história do Nobel da Literatura, atribuído pela primeira vez em 1901, mais de 80% foram autores europeus ou norte-americanos, contabilizou a AFP.

Abdulrazak Gurnah, que escreve em inglês embora a sua língua nativa seja o suaíli, publicou sobretudo romance e contos e "tem sido amplamente reconhecido como um dos mais proeminentes escritores do pós-colonialismo".

Em Portugal, tem apenas um livro editado, “Junto ao Mar”, pela Difel, em 2003.

O Nobel da Literatura é um prémio concedido anualmente, desde 1901, pela Academia Sueca a autores que fizeram notáveis contribuições ao campo da literatura, e tem um valor pecuniário superior a 900 mil euros.

Já distinguiu autores como Luigi Pirandello (1934), Hermann Hesse (1946), William Faulkner (1949), Winston Churchill (1953), Ernest Hemingway (1954), Albert Camus (1957), Jean-Paul Sartre (1964) e Samuel Beckett (1969), entre muitos outros.

(com Lusa)

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