Estudo

Novo medicamento para colesterol não provoca danos no cérebro

Photo: AFP

Um novo medicamento para combater o colesterol, designado por evolocumab, e com resultados promissores para pessoas com aterosclerose e alto risco de acidente vascular cerebral (AVC) é inofensivo para as funções cerebrais, segundo um estudo.

Dois estudos anteriores, realizados em 2015, levantaram a possibilidade do evolocumab, vendido sob a marca Repatha pela Amgen, poder ter um efeito prejudicial sobre a memória e função cognitiva em alguns pacientes. Uma pequena parte de pessoas tratadas com o medicamento foi afetada, em comparação com o grupo tratado com um placebo.

O evolocumab faz parte de uma nova classe de medicamentos que reduzem o colesterol, chamados inibidores de PCSK9, que reduzem drasticamente o mau colesterol ou lipoproteína de baixa densidade (LDL).

Investigadores do “Brigham and Women´s Hospital”, em Boston, em colaboração com outras duas universidades, submeteram pacientes a uma série de testes cognitivos para avaliar, nomeadamente, a concentração e a memória após seis, 12 e 24 meses de tratamento.

“Depois de um tempo médio de tratamento de 19 meses, os nossos dados não revelaram mudanças notáveis na memória e nas funções cognitivas” entre o grupo tratado com o medicamento e o placebo, disse Robert Giugliano, um cardiologista do hospital de Boston e um dos autores do estudo, na conferência anual do Colégio Americano de Cardiologia, este fim de semana em Washington.

Estes resultados, acrescentou, devem tranquilizar médicos e pacientes. Os resultados completos e finais do estudo devem ser publicados nos próximos meses numa revista médica.

O evolocumab apresenta bons resultados e foi aprovado pela Agência Americana do Medicamento mas é muito caro, com custos superiores a 13 mil euros por ano.

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