Venezuela

Novos confrontos entre polícia e manifestantes em Caracas

Foto: AFP

Novos confrontos entre manifestantes e forças da ordem registaram-se hoje na capital venezuelana, durante um desfile hostil ao Presidente Nicolas Maduro, um dia depois de manifestações massivas durante as quais foram mortas três pessoas, constatou a AFP.

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Estes incidentes ocorreram no leste da capital, onde milhares de pessoas tentaram dirigir-se para o centro da cidade, através de uma via rápida.

Os polícias procuraram impedi-los com gás lacrimogéneo e balas de borracha, enquanto os manifestantes lhes lançavam pedras.

Os incidentes ocorreram na zona oeste da capital venezuelana, nos bairros de Santa Mónica e El Paraiso, onde estavam concentradas várias dezenas de pessoas, relataram jornalistas da agência noticiosa francesa AFP.

Milhares de pessoas concentram-se hoje em vários pontos da cidade de Caracas, para um novo protesto contra o governo do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que responsabilizou a oposição pela violência no país.

A Venezuela atravessa uma crise económica, política e social, com registo frequente de manifestações e distúrbios nas ruas.

António Guterres pede "gestos concretos" para terminar conflito

O secretário-geral da ONU, António Guterres, mostrou-se preocupado com a situação na Venezuela e pediu "gestos concretos" de todos os envolvidos para resolver os problemas do país.

“Pedimos gestos concretos de todas as partes para reduzir a polarização e criar as condições necessárias para enfrentar os desafios do país, em beneficio do povo venezuelano”, disse Guterres através do seu porta-voz, Stéphane Dujarric.

A polícia antimotim venezuelana utilizou hoje granadas de gás lacrimogénio para dispersar grupos de manifestantes em Caracas, no segundo dia consecutivo de protestos contra o Presidente venezuelano Nicolás Maduro.

Milhares de pessoas concentram-se em vários pontos da cidade de Caracas, para um novo protesto contra o governo do Presidente da Venezuela, que responsabilizou a oposição pela violência no país.

Esta situação acontece um dia depois de uma grande jornada de protesto nacional, que ficou marcada pela morte de três pessoas e dezenas de detenções.

Na declaração lida pelo seu porta-voz, Guterres mostra “preocupação” pelos “últimos acontecimentos na Venezuela” e pede que sejam feitos todos os esforços para “reduzir as tensões e evitar novos confrontos”.

“Pedimos ao governo da Venezuela e à oposição que se comprometam de forma sincera para reativar os esforços de dialogo”, disse o secretário-geral.

O responsável enumerou ainda os temas mais importantes que estão na agenda, como o equilíbrio de poder entre os vários ramos do estado, o calendário eleitoral, o respeito pelos direitos humanos, a justiça e a situação socioeconómica.

A Venezuela atravessa uma crise económica, política e social, com registo frequente de manifestações e distúrbios nas ruas.

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