Monarquia em questão

Petição pede instauração de uma República no Luxemburgo

O Estado disponibiliza anualmente 10 milhões de euros ao serviço da família grã-ducal
Foto: Lex Kleren

O papel da família grã-ducal luxemburguesa está a ser posta em causa através de uma petição que reclama um referendo sobre a instauração de uma República no Luxemburgo.

A petição 703 foi validada esta segunda-feira pela Comissão parlamentar das petições e deverá ser publicada brevemente no site da Câmara dos Deputados onde os interessados poderão assinar o documento.

O autor da petição, um residente no país, põe em causa o facto de os luxemburgueses não poderem ter uma palavra sobre a escolha do chefe de Estado, evocando a possibilidade de escolha, através de um referendo, da instauração de uma República.

O Palácio grão-ducal custa anualmente cerca de 10 milhões de euros ao Estado, segundo números divulgados em Julho na sequência de uma questão parlamentar dos deputados do déi Lénk (a Esquerda) David Wagner e Marc Baum sobre o financiamento do Estado e gastos relacionados com os serviços prestados à família grã-ducal.

"Consideramos nós a representação feita por um monarca tão importante quanto a representação legislativa deste país?", pergunta a porta-voz do Déi Lenk, Carole Thomma, num documento de apoio à petição enviado ao jornal Wort.

A petição reclama um referendo, no contexto da revisão constitucional em curso, que permita aos cidadãos luxemburgueses decidirem se querem que o país seja uma República ou se querem que se mantenha uma Monarquia.

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba a nossa newsletter das 17h30.