Açores

Luxemburgo participa hoje em cimeira sobre investigação do Atlântico

Angra do Heroísmo, ilha Terceira
Foto: Lusa

O Luxemburgo faz parte de 29 delegações de países que participam hoje e amanhã, na ilha Terceira, numa cimeira que visa preparar a criação do centro internacional de investigação dos Açores para o Atlântico.

O encontro "Atlantic Interactions", no qual são esperados mais de 200 participantes, encerra a fase de debate preparatório para a constituição do Centro de Investigação Internacional do Atlântico, direcionado para a investigação com aplicação prática nas áreas do clima, dos oceanos, da atmosfera, das energias renováveis, do espaço e do processamento de dados.

O arquipélago dos Açores é apontado como uma região com potencialidades para ter um porto aeroespacial, podendo vir a ser um parceiro estratégico para a agência espacial luxemburguesa, que está a ser criada pelo governo.

Na cimeira estarão representantes de governos, empresas e instituições académicas e científicas.

A lista de oradores inclui o diretor-geral da agência espacial europeia ESA, Johann-Dietrich Woerner, assim como ministros da Ciência e Tecnologia da África do Sul, da Nigéria, de São Tomé e Príncipe e do Senegal.

Participam também no encontro, além de Portugal e Luxemburgo, delegações de Angola, Argentina, Bulgária, Brasil, Canadá, Cabo Verde, China, Colômbia, Chipre, França, Alemanha, Grécia, Índia, Irlanda, Itália, Noruega, Roménia, Coreia do Sul, Espanha, Suíça, Reino Unido, Uruguai e Estados Unidos.

A comissão e o parlamento europeus, bem como as Nações Unidas, também estarão representados.

Por Portugal vão estar, além de empresas e universidades, os ministros da Ciência, Manuel Heitor, e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, o presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, e o secretário regional do Mar, da Ciência e da Tecnologia, Gui Menezes.

O programa da cimeira inclui 'workshops' sobre espaço, clima, oceanos, processamento de dados, energia, cultura e educação científica e debates.

O AIR Center, previsivelmente com sede nos Açores, poderá vir a funcionar como uma organização intergovernamental, agregando uma rede de várias entidades em diversos países.

O Governo português comprometeu-se a definir, até ao fim do ano, com parceiros estrangeiros, a estrutura organizativa e o financiamento do centro.

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